O motociclista investigado por atropelar e causar a morte da idosa Maria Aparecida Bernardina Pinto, de 71 anos, apresentou-se espontaneamente na manhã desta terça-feira (28) na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bragança Paulista. Ele compareceu acompanhado de advogado, prestou depoimento e foi liberado após ser ouvido, já que não havia mandado de prisão em aberto.
De acordo com a Polícia Civil, a identificação do suspeito foi resultado de uma investigação conduzida pela DIG com apoio da Central de Monitoramento e do Setor de Inteligência da Prefeitura. Como a placa da motocicleta não pôde ser identificada nas imagens registradas no dia do acidente, os investigadores analisaram diversas câmeras de segurança até localizar uma motocicleta Yamaha Fazer branca com características compatíveis com o veículo envolvido.
A partir do cruzamento das imagens, foi possível identificar a placa da motocicleta e localizar o proprietário. Durante as diligências, policiais estiveram na residência da família do investigado. Inicialmente, ele não compareceu para prestar esclarecimentos, mas apresentou-se posteriormente na unidade especializada.
Segundo o boletim de ocorrência, durante o depoimento o investigado confessou ter sido o condutor da motocicleta no momento do atropelamento e entregou o veículo utilizado no acidente, que foi apreendido pela Polícia Civil. Fotografias anexadas ao inquérito apontam que a motocicleta ainda apresentava danos compatíveis com a colisão.
Ainda conforme o registro policial, também foi constatado que o investigado não possuía habilitação para conduzir motocicletas. Em razão disso, além dos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e fuga do local do acidente, previstos no Código de Trânsito Brasileiro, foi incluída a investigação pelo crime de dirigir veículo sem habilitação, quando gera perigo de dano.
O atropelamento ocorreu na manhã de 11 de julho, na Avenida Doutor José Adriano Marrey Júnior, na região central de Bragança Paulista. A vítima foi socorrida por equipes do SAMU e encaminhada em estado grave ao Hospital Universitário São Francisco (HUSF), com traumatismo craniano. Ela morreu poucas horas depois em decorrência dos ferimentos.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Investigações Gerais, responsável pela conclusão do inquérito policial e pelo encaminhamento das medidas legais cabíveis ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
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