Passageiros do transporte público de Paulínia foram surpreendidos, na manhã desta quarta-feira (9), por uma paralisação de motoristas de ônibus que afetou cerca de 20 linhas circulares da cidade.
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Segundo os trabalhadores, a mobilização foi motivada pela falta de pagamento de salários e por reivindicações relacionadas às condições de trabalho. A paralisação também provocou transtornos aos passageiros, que enfrentaram atrasos e precisaram buscar alternativas para chegar aos seus compromissos.
Cerca de 20 linhas foram afetadas
A paralisação atingiu diversas linhas do transporte coletivo urbano de Paulínia. Entre elas, estão:
- 099 – Parque das Árvores
- 100 – Marieta Dian
- 101 – João Aranha
- 102 – Jardim Leonor
- 103 – Expresso São José
- 104 – Replan
- 105 – Expresso João Aranha
- 106 – Linhão da Saúde
- 200 – Replan
- 102 – Núcleos
- 202 – Parque da Represa
- 203 – Cooperlotes
- 204 – Residencial Pazetti
- 207 – Vida Nova
- 301 – Betel
- 302 – Rhodia
- 304 – Brasil 500
- 305 – Interbairros
- 306 – Expresso Alternativo
De acordo com a representante da organização da paralisação, os motoristas protestavam contra o atraso no pagamento e também cobravam melhores condições básicas de trabalho.
Ainda segundo os trabalhadores, houve ameaças verbais relacionadas à possibilidade de demissão caso a paralisação fosse realizada.
Prefeitura diz que repasses estão em dia
Em nota, a Prefeitura de Paulínia informou que os repasses à empresa responsável pelo transporte coletivo estão sendo realizados normalmente.
Segundo a Administração, o problema estaria relacionado ao pagamento dos funcionários pela própria empresa. A Prefeitura também classificou a paralisação como irregular.
Inicialmente, a previsão da administração era de que o movimento fosse encerrado por volta das 7h, com o retorno dos ônibus às rotas. No entanto, a paralisação continuou após o horário informado.

Em relação ao transporte escolar, a Prefeitura informou que alguns ônibus chegaram a sair para as rotas, mas que ainda não havia um balanço exato sobre a quantidade de veículos que estava em circulação.
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Passageiros enfrentaram atrasos e buscaram alternativas
Como a paralisação aconteceu de forma repentina, muitos passageiros não tinham conhecimento da situação e continuaram aguardando os ônibus nos pontos.
Após serem informados sobre a paralisação, alguns usuários precisaram buscar outras alternativas para chegar aos compromissos e acabaram enfrentando atrasos durante a manhã.
Parte dos passageiros optou por utilizar carros de aplicativo, o que representou um custo maior em comparação com a tarifa do transporte coletivo. Outros precisaram seguir o trajeto a pé.
Empresa não respondeu aos contatos da reportagem
A equipe de reportagem tentou entrar em contato com a MoV, empresa responsável pelo transporte urbano de Paulínia, desde o início da paralisação, para obter um posicionamento sobre a situação e saber até quando o movimento continuaria. No entanto, não houve retorno.

Mesmo sem um posicionamento oficial da empresa, passageiros que ainda aguardavam nos pontos informaram que alguns ônibus começaram a voltar a circular durante a manhã. Naquele momento, porém, não havia confirmação se a retomada ocorria de forma parcial ou se toda a frota seria restabelecida.
Serviço foi retomado por volta das 8h17
A paralisação foi encerrada por volta das 8h17, quando as linhas circulares de Paulínia voltaram a operar.
Mesmo após o fim do movimento, a empresa responsável pelo transporte não retornou os contatos da reportagem para comentar a situação.
Funcionários informaram à EPTV que o pagamento de parte dos trabalhadores foi realizado nesta quarta-feira (9). Segundo eles, os salários deveriam ter sido pagos na semana passada.

Trabalhadores devem continuar negociações
Após o fim da paralisação, os motoristas devem continuar as negociações com a empresa em busca de melhores condições de trabalho e do atendimento às demais reivindicações.
Uma comissão formada por trabalhadores será ouvida pela empresa para discutir as demandas e buscar soluções para os problemas apontados pelos funcionários.
Ainda segundo os trabalhadores, a empresa também é responsável pelas linhas escolares e universitárias. Essas frotas também foram afetadas pela mobilização, mas não houve paralisação total, e alguns veículos continuaram circulando durante o movimento.
*Com informações da EPTV Campinas
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