Uma mulher foi encontrada morta, dentro da própria casa, na manhã desta segunda-feira (2), no Jardim Campos Elíseos, em Campinas. De acordo com a Guarda Municipal, se trata do primeiro feminicídio do ano na cidade.
A vítima foi identificada como Rita de Cássia da Silva Coura, de 48 anos. A perícia está no local.
A Polícia Militar e o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também foram acionados e o suspeito foi preso, encaminhado à 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Campinas.
Em entrevista ao repórter Wesley Justino, da EPTV Campinas, Arlinda Guilherme da Silva, irmã da vítima, disse que Rita morava no local desde que nasceu e estava há mais de 30 anos com o agressor, começando a namorar com ele por volta dos 15 anos.
Ela também contou que a irmã chegou a pedir medida protetiva e acionar a defensoria pública. “Eles não se largavam e chegou a esse ponto”, relatou.
Arlinda também disse que o casal era dependente químico e tinha dois filhos. Um deles foi recolhido pelo conselho tutelar e adotado por outra família.
“Sempre teve ameaças e agressões. Uma última foi muito grave, ela ficou em casa de apoio e voltou, entrou defensoria pública. Como família, tudo que podíamos fazer, a gente fez”, desabafou a irmã da vítima sobre um ataque sofrido por Rita há cerca de um ano.
Ainda segundo Arlinda, sua irmã foi agredida na noite deste domingo (1), sendo ajudada por uma vizinha. Na manhã desta segunda, a mulher voltou a ser chamada, desta vez pelo suspeito, que avisou que Rita estava morta.
Feminicídio na região
Ainda na região, outra mulher de 42 anos foi morta a marretadas na madrugada desta segunda-feira em Lindóia (saiba mais aqui).
Feminicídios bateram recorde em 2025
Em 2025, os feminicídios nas regiões de Campinas e Piracicaba superaram, já no dia 11 de dezembro, todo o total registrado em 2024. Foram 29 mulheres assassinadas, contra 28 casos no ano anterior. Somente em dezembro, cinco feminicídios foram confirmados.
Em todo o Brasil, 2025 também registrou um recorde histórico, com 1.470 feminicídios, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número supera os 1.464 casos registrados em 2024, até então a maior marca.
Os dados indicam que, em média, quatro mulheres foram mortas por dia no país no ano passado.
De acordo com o 18º Boletim Sisnov, do Sistema de Notificação de Violência de Campinas, cônjuges e ex-cônjuges são responsáveis por 42% das agressões contra mulheres.
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