
A Natura (NATU3) acredita estar adaptada para lidar com desafios nos cenários políticos e econômicos internos e externos. Apesar das incertezas políticas no ano eleitoral brasileiro e dos desenrolares da guerra no Irã, a empresa se desfez de ativos na Europa recentemente e reduziu seu perfil de risco ao contexto global.
Em uma coletiva de imprensa promovida na manhã desta terça-feira, a CFO da Natura Silvia Vilas Boas, avaliou que há um cenário desafiador para o Brasil marcado por um ano com eleições e Copa do Mundo, ainda mais em um ambiente que sinaliza para reduções menos acentuadas nas taxas de juros. Enquanto isso, outros países importantes para a Natura na América Latina sofrem com dificuldades particulares, como o tema das tarifas dos Estados Unidos ou eleições próprias.
“A Natura está na América Latina já há décadas, então sabemos operar aqui. Nós entramos de cabeça erguida em cada um dos países para poder enfrentar esses
cenários e reagir com a maior velocidade possível”, afirma a executiva.
Guerra
No cenário internacional, os potenciais efeitos da Guerra no Irã ainda não são tão claros. A volatilidade do preço do petróleo causada pelo conflito pode impactar custos de insumos, mas não é possível prever em que patamar. A empresa garante, no entanto, ter “o ferramental e a inteligência” para fazer uma gestão balanceada de preços, especialmente na marca Natura, em que tem um equity forte e mais capacidade de ajuste.
A venda das operações da Avon Internacional e da Avon Rússia no ano passado também ajuda a empresa a caminhar mais tranquilamente em um cenário externo conturbado, além de diminuir o perfil de risco da companhia, até então mais exposta ao mercado europeu.
“Nenhuma das nossas cadeias de abastecimento foram interrompidas e não parece haver risco de interrupção na cadeia. Haverá potencial pressão de custos se esta guerra se prolongar”, reforçou o CEO João Paulo Ferreira.
The post Natura diz estar preparada para potenciais impactos do conflito no Oriente Médio appeared first on InfoMoney.
