O novo Renault Kwid 2027 acaba de estrear no mercado indiano com retoques visuais sutis e uma forte simplificação em sua gama de versões. A novidade antecipa as mudanças do hatch compacto que já roda em testes de rodagem no Brasil, onde sua estreia é aguardada ainda para este ano. Por lá, os preços partem de 4,53 lakhs, o que equivale a cerca de R$ 31.000 em conversão direta.
Como as últimas fotos do protótipo no Brasil adiantavam, o novo Kwid mudou muito pouco e não trouxe o design da versão elétrica E-Tech. A Renault optou por mexer em alguns detalhes pontuais do carro que não afetam a carroceria, alterando os faróis, lanternas e interior.
A expectativa é que o Kwid renovado seja lançado no mercado brasileiro ainda este ano. Durante o lançamento do Kwid E-Tech feito no final de 2025, a fabricante disse que a versão a combustão teria novidades em breve.
Visualmente, a linha adota o novo logotipo da marca na grade dianteira e na tampa do porta-malas, que também recebe uma nova grafia para o nome do veículo com acabamento em prata. As rodas de aço de 14 polegadas ganham calotas plásticas com desenho renovado em dois tons.
Os faróis divididos continuam os mesmos, mantendo as luzes diurnas em LED na parte superior e os projetores halógenos logo abaixo no para-choque. A diferença é que a Renault colocou uma olheira plástica no contorno, dando a impressão de que as luzes mudaram. Porém, a verdade é que o para-choque não foi modificado. Do lado oposto, as lanternas mantiveram o formato, porém o arranjo interno foi revisto.
Por dentro, a principal novidade fica por conta do volante de três raios atualizado, que ostenta o novo emblema ao centro e traz comandos integrados para o sistema de som. A central multimídia com tela de oito polegadas permanece inalterada, trazendo espelhamento para celulares via Apple CarPlay e Android Auto com conexão por cabo. O painel de instrumentos continua digital com iluminação monocromática.

A lista de equipamentos foca no essencial para a categoria, mas houve um reforço importante na segurança da versão topo de linha, que passa a contar com seis airbags de série. A opção de entrada traz apenas os dois bolsões frontais obrigatórios. O pacote ainda inclui câmera de ré com linhas de guia, sensor de estacionamento, assistente de partida em rampas para o modelo automatizado e monitoramento de pressão dos pneus.
A Renault optou por enxugar a linha para reduzir os custos de produção e tornar a decisão de compra mais simples, eliminando as configurações das extremidades e mantendo apenas duas opções de acabamento. Essa movimentação visa manter o hatch competitivo diante de concorrentes que pressionam o segmento por baixo, enquanto prepara o terreno para a atualização global do modelo.
Não há mudanças na parte mecânica. Segue com o motor 1.0 de três cilindros aspirado. Ele entrega 69 cv de potência e 9,4 kgfm de torque (uma redução sutil frente aos 71 cv e 10,0 kgfm do modelo brasileiro atual flex devido à calibração para a gasolina local). O câmbio pode ser manual de cinco marchas ou automatizado AMT de cinco velocidades, que mantém o seletor giratório no console central no lugar da alavanca convencional.
