O trânsito de Campinas registrou mais de 4,5 mil infrações durante o primeiro semestre de 2026, flagradas em 124 operações integradas de fiscalização realizadas pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas) em parceria com a Polícia Militar (PM) e a Guarda Municipal (GM). O levantamento revela que as principais irregularidades cometidas pelos motoristas e motociclistas estão relacionadas à documentação do veículo, alterações nos escapamentos e à recusa em realizar o teste do bafômetro.
Ao todo, foram feitas 75 blitze conjuntas com a Polícia Militar e outras 49 com a Guarda Municipal. Durante as operações, cerca de 7,8 mil veículos foram abordados e fiscalizados nas vias de Campinas, sendo que 867 acabaram removidos ao Pátio Municipal por apresentarem situações que comprometiam a segurança viária.
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Quais foram as infrações mais cometidas no trânsito de Campinas?
O levantamento da Emdec aponta que o licenciamento vencido foi a infração mais registrada nas operações realizadas entre janeiro e junho. Foram 582 autuações, representando 12,79% do total.
Na sequência aparecem os veículos com escapamento defeituoso, ineficiente, sem silenciador ou adulterado, que somaram 492 ocorrências (10,81%), seguidos pelas recusas ao teste do bafômetro, com 401 registros (8,81%).
As dez infrações mais frequentes nas blitze em Campinas foram:
- Licenciamento irregular: 582 ocorrências (12,79%);
- Escapamento defeituoso ou adulterado: 492 (10,81%);
- Recusa ao teste do bafômetro: 401 (8,81%);
- Pneus em mau estado de conservação (carecas): 325 (7,14%);
- Sistema de iluminação alterado: 323 (7,10%);
- Condutor sem cinto de segurança: 254 (5,58%);
- Motorista sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH): 242 (5,32%);
- Veículo sem equipamento obrigatório: 183 (4,02%);
- Placas em desacordo com as normas do Contran: 160 (3,52%);
- Placas sem legibilidade: 142 (3,12%).
Segundo o coordenador de Fiscalização e Operação de Trânsito da Emdec, Marcelo Carpenter, as infrações mais recorrentes também estão entre os fatores que mais contribuem para acidentes graves e mortes no trânsito.
“Os comportamentos que geram as abordagens nas blitze são, em sua maioria, os mesmos que aparecem como responsáveis pelos sinistros e mortes no trânsito. Infrações que envolvem documentação, más condições do veículo ou ausência de equipamento de segurança geralmente são indícios de que o condutor desrespeita regras básicas de circulação e pratica direção perigosa”, explica.
Operações de trânsito reforçaram combate ao álcool ao volante
Outro foco das operações feitas em Campinas foi o combate à combinação entre álcool e direção. Durante o primeiro semestre, mais de 13,1 mil testes com bafômetros passivos foram aplicados em motoristas e motociclistas.
Ao todo, foram realizados testes em aproximadamente 9,3 mil condutores de automóveis e 3,8 mil motociclistas, resultando em 11 autuações por dirigir sob influência de álcool e 401 recusas ao teste, infração considerada gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro.
Somente em junho, 18 blitze integradas identificaram 755 condutas de risco e aplicaram 596 testes com bafômetros.

Motociclistas concentram maior número de infrações em Campinas
Os dados também mostram que os motociclistas continuam sendo o grupo que mais concentra irregularidades nas fiscalizações. Das mais de 4,5 mil autuações registradas no semestre, 2.493 foram aplicadas a motocicletas, o equivalente a quase 55% do total. Entre os automóveis, foram registradas 1.980 infrações (43,5%).
A predominância também aparece nas remoções ao Pátio. Dos 867 veículos recolhidos, 537 eram motocicletas, representando cerca de 62% dos casos.
Entre as irregularidades mais frequentes envolvendo motociclistas estão escapamentos adulterados, pneus desgastados, falta de habilitação, ausência de equipamentos obrigatórios e problemas relacionados às placas de identificação.
Infrações ligadas às mortes no trânsito
Além do número de autuações, a Emdec alerta que os comportamentos identificados durante as operações também aparecem entre as principais causas dos acidentes fatais registrados em Campinas.
Até maio deste ano, das 15 mortes ocorridas em vias urbanas do município, 10 vítimas eram motociclistas ou garupas, o equivalente a 67% dos óbitos.
De acordo com a empresa, as investigações concluídas apontam fatores como falta de habilitação, ausência do capacete, consumo de álcool, excesso de velocidade e direção perigosa entre as principais causas dos acidentes com vítimas fatais, reforçando a importância das ações permanentes de fiscalização para reduzir os riscos nas ruas e avenidas da cidade.
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