Campinas foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira (27), durante uma operação da Polícia Civil que investiga a infiltração da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) em prefeituras e o financiamento de candidatos políticos.
Segundo a investigação, o alvo na cidade não é servidor público. A polícia também não divulgou detalhes sobre o local onde a ação foi realizada. Procurada pelo Grupo EP, a Prefeitura de Campinas informou que não há registro de mandado cumprido contra servidores em nenhuma das secretarias do município.
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As diligências ocorreram em cidades como São Paulo, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas, Ribeirão Preto, Santos, além de municípios em outros estados.
Sobre a operação
A operação, intitulada como “Contaminatio”, é conduzida pela Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de Mogi das Cruzes e cumpre mandados em diversas cidades do país.
Ao todo, são cinco mandados de prisão temporária e 22 de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens e ativos ligados aos investigados.
As investigações são um desdobramento da “Operação Decurio”, realizada em 2024, quando foram apreendidos dispositivos eletrônicos que revelaram um esquema de movimentação financeira ilícita.
Pelo menos seis pessoas politicamente expostas foram identificadas, algumas ocupando cargos de primeiro escalão em administrações municipais da Baixada Santista, do ABC Paulista e de cidades como Campinas e Ribeirão Preto. Nenhuma delas possui mandato eletivo, mas exercem funções por indicação política nessas prefeituras.
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Influências em eleições
De acordo com a polícia, o grupo investigado atuava na lavagem de dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas e teria estruturado um “núcleo político” para acessar recursos públicos e ampliar sua atuação.
Entre as estratégias identificadas estão a tentativa de influenciar eleições, com apoio ou financiamento de candidaturas, e a infiltração de pessoas ligadas a administrações municipais.
Os investigadores também apontam a tentativa de uso de uma fintech criada por integrantes da organização para operar serviços financeiros em prefeituras, o que permitiria dar aparência legal a recursos ilícitos.
As investigações seguem em andamento.
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