A Polícia Federal de Campinas deflagrou na manhã desta terça-feira (4) uma operação contra a distribuição de softwares maliciosos. Com um mandado de busca e apreensão em Sumaré, a PF investiga um homem que é suspeito de manter uma infraestrutura para disponibilizar programas capazes de furtar credenciais de acesso e dados sensíveis de usuários na internet.
Operação Watchdog
Segundo as investigações da Operação Watchdog, o suspeito hospedava e disponibilizava arquivos maliciosos capazes de instalar softwares do tipo infostealer. Ou seja, um programa capaz de coletar senhas, credenciais de acesso, dados financeiros e outras informações armazenadas nos celulares e computadores das vítimas.

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Durante a operação, a PF apreendeu equipamentos eletrônicos e mídias de armazenamento que serão submetidos à perícia. Segundo a corporação, o material poderá ajudar nas investigações e na identificação de vítimas e suspeitos.

O suspeito pode responder por crimes de invasão de dispositivo informático e outros delitos. A investigação segue em andamento.
*Com informações da EPTV Campinas
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VIU ESSA? – Operação apura esquema que teria sonegado R$ 3,8 bilhões por meio de créditos de ICMS
Uma operação da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), em conjunto com o MPSP (Ministério Público de São Paulo) e a PGE (Procuradoria-Geral do Estado), cumpre nesta quarta-feira (15) 38 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e do Paraná contra um suposto esquema de fraudes relacionadas à obtenção irregular de créditos de ICMS e à corrupção de agentes públicos. O esquema teria sonegado R$ 3,8 bilhões em créditos tributários.
Em Campinas, são cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, com apoio do 1º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia). Os mandados ocorrem em condomínios de alto padrão, escritórios de advocacia e empresas que atuam no setor de investimentos.
Esquema teria causado prejuízo de R$ 3,8 bilhões
Segundo as investigações da Operação Distrato, o grupo é suspeito de atuar na comercialização de créditos falsos de ICMS, utilizados por empresas para reduzir indevidamente o valor do imposto devido ao Estado.
O esquema investigado teria provocado um prejuízo estimado de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos e é tratado pelas autoridades como uma possível atuação de organização criminosa voltada à fraude fiscal e à corrupção.
De acordo com o governo estadual, o objetivo da operação é identificar pessoas envolvidas na negociação desses créditos irregulares, que eram apresentados como instrumentos legítimos para compensação tributária.
Empresas eram atraídas por supostos planejamentos tributários
As investigações apontam que escritórios de advocacia e consultorias ofereciam créditos tributários com desconto a empresas paulistas, apresentando as operações como supostos “planejamentos tributários” e afirmando que os créditos teriam sido regularmente autorizados pelo Fisco.
Após aderirem ao esquema, as empresas deixavam de recolher integralmente o ICMS e repassavam aos intermediadores honorários de êxito que poderiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados.
Segundo os investigadores, os valores que deveriam ser destinados aos cofres públicos acabavam sendo desviados para os responsáveis pelas fraudes.
Créditos sem autorização e documentos falsos
Ainda conforme a apuração, os créditos negociados não possuíam autorização administrativa e estavam vinculados a empresas inaptas, massas falidas ou operações sem lastro econômico real.
Para conferir aparência de legalidade às transações, os investigados teriam utilizado contratos, procurações, apólices e até documentos fictícios atribuídos à própria administração tributária.
A investigação também apura a participação de empresários, advogados, contadores e servidores públicos, que teriam favorecido grupos econômicos por meio da redução ou anulação de débitos tributários em troca de vantagens indevidas.

Mais de 750 empresas identificadas na operação
As fiscalizações realizadas até o momento identificaram créditos irregulares em mais de 750 empresas.
Além de Campinas, os mandados são cumpridos na capital paulista, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina (PR) e Cambé (PR).
Segundo os órgãos responsáveis pela operação, o material apreendido será analisado e poderá subsidiar a adoção de novas medidas no decorrer das investigações.
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