Uma pessoa foi presa nesta terça-feira (26) em Indaiatuba durante uma operação que investiga um esquema criminoso de venda de créditos fictícios de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) responsável por causar prejuízo de ao menos R$ 30 milhões a empresas.
Ao todo, a Operação Respiro Baleia cumpriu cinco mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão. Os alvos estão nas cidades de São Paulo, Campinas, Indaiatuba e Londrina (PR).
A Justiça também determinou o sequestro de bens que somam R$ 362 milhões, além de seis imóveis.
Os mandados são cumpridos na capital paulista, Grande São Paulo, região de Campinas e no estado do Paraná.
A ação foi deflagrada pela Polícia Civil e pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, por meio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e da Receita Estadual, com apoio do Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos) de Londrina (PR).
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Como funcionava o esquema
Segundo as investigações, o grupo criminoso mantinha uma estrutura organizada para enganar empresas com a falsa promessa de créditos tributários com descontos atrativos.
De acordo com a polícia, o esquema funcionava em etapas. Primeiro, os criminosos levantavam informações das empresas-alvo. Depois, um integrante apontado como “homem de confiança” oferecia os supostos créditos tributários.
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Após o pagamento das vítimas, o dinheiro era direcionado para empresas de fachada e, na sequência, fracionado entre diversas contas para dificultar o rastreamento.
As investigações também identificaram o uso de consultorias fictícias e “sócios ocultos” para a lavagem de dinheiro.

VOCÊ VIU?
PF faz operação contra grupo suspeito de movimentar ilegalmente mais de R$ 2 milhões de clientes da Caixa
A PF (Polícia Federal) de Campinas realizou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Insider, que investiga um grupo suspeito de movimentar ilegalmente mais de R$ 2 milhões de cerca de 30 clientes da Caixa Econômica Federal.
Segundo a PF, o grupo teria contado com a ajuda de uma ex-funcionária terceirizada para aplicar as fraudes – entenda abaixo.
As investigações começaram em dezembro de 2025, depois que a própria Caixa identificou emissões de cartões e transações suspeitas.
Como funcionava o esquema
De acordo com os investigadores, os cartões dos clientes eram cancelados e, posteriormente, eram emitidas segundas vias sem o conhecimento das vítimas.
Com ajuda da ex-funcionária terceirizada, os novos cartões eram desbloqueados e utilizados para realizar transações ilegais.

Mandados em quatro cidades
Na operação desta terça-feira, policiais federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão, autorizados pela 9ª Vara Federal de Campinas.
As ações ocorreram nas cidades de Campinas, São Paulo, Franco da Rocha e Santo André.
Segundo a PF, a investigação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Até o momento, ninguém foi preso.

VOCÊ VIU?
Operação mira grupo que se passava por funcionários de bancos para aplicar golpes em idosos
Um homem foi preso em Campinas nesta terça-feira (26) durante a “Operação Crédito Fantasma”, que investiga uma organização criminosa especializada em aplicar golpes de estelionato em idosos, aposentados e beneficiários do INSS. Segundo as investigações, os criminosos se passavam por funcionários de bancos para enganar as vítimas e induzi-las a realizar transferências bancárias – entenda mais abaixo.
A ação foi deflagrada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em conjunto com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o 1º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia) de Campinas.
Segundo o MPMS, a operação é resultado de análise de dados telemáticos e bancários, que identificou dezenas de vítimas.

Mandados cumpridos em Campinas
Em Campinas, além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos bairros São Cristóvão e DIC 5.
A investigação apura os crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Ao todo, a operação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. Durante as ações, foram apreendidos celulares, computadores e documentos.
Além de Campinas, os mandados também foram cumpridos na capital paulista e em Guarulhos.
Como o golpe funcionava
De acordo com o Ministério Público, os investigados fingiam ser funcionários de bancos para enganar as vítimas.
O grupo utilizava dados bancários obtidos de forma ilegal e documentos falsos para convencer idosos e beneficiários do INSS a realizarem transferências via PIX.
Ainda segundo a investigação, os valores eram enviados rapidamente para diversas contas diferentes, em uma tentativa de dificultar o rastreamento do dinheiro.
O MPMS informou que um dos investigados movimentou mais de R$ 2,3 milhões durante o período apurado.
Os envolvidos podem responder pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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Ministério Público faz alerta
O Ministério Público orienta a população, principalmente idosos, a desconfiar de ligações ou mensagens inesperadas de pessoas que afirmam trabalhar em bancos ou financeiras.
A recomendação é não realizar transferências, estornos ou depósitos para contas de terceiros a pedido de desconhecidos.
Segundo o órgão, instituições financeiras verdadeiras não costumam fazer esse tipo de solicitação.
*Com informações da EPTV Campinas
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