O gerente de uma adega foi preso em flagrante e 191 garrafas de bebidas alcoólicas importadas foram apreendidas na quarta-feira (27), no bairro Vila Sfeir, em Indaiatuba, durante uma operação da 1ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Campinas contra descaminho.
Segundo a Polícia Civil, durante as investigações, as equipes receberam informações de que o estabelecimento comercializava bebidas de origem estrangeira sem a devida rotulagem em língua portuguesa, o que é contrário à legislação brasileira.
O descaminho é um crime que consiste no desvio de mercadorias para evitar o pagamento de impostos. Diferente do contrabando, no descaminho a mercadoria pode entrar legalmente no país, mas é ocultada para não ser tributada. Já no contrabando, a mercadoria é proibida.
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Bebidas estavam sem identificação obrigatória
No local, os agentes encontraram garrafas de diversas bebidas, incluindo vinhos, uísques, licores e vodcas, que estavam expostas para venda e armazenadas em depósito sem a identificação obrigatória exigida pelas normas brasileiras.
A investigação aponta indícios de que os produtos entraram de forma irregular no país.
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Responsável pagou fiança
O responsável pelo estabelecimento foi autuado em flagrante pelo crime de descaminho, previsto no artigo 334 do Código Penal.
A fiança, fixada no valor de dois salários mínimos, foi paga e ele foi liberado para responder ao processo em liberdade.
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As bebidas apreendidas ficaram à disposição da Justiça e passarão por perícia técnica.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar possíveis outros envolvidos no esquema.
VOCÊ VIU?
Empresas da região são alvo de operação que investiga infiltração do PCC no setor de combustíveis para lavar dinheiro
Duas empresas do setor de combustíveis da região foram alvo da operação “Fluxo Oculto”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28) pela Receita Federal e pelo Ministério Público, com apoio do BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia). A ação é a segunda fase da operação “Carbono Oculto”, que investiga a infiltração da facção criminosa PCC no setor de combustíveis para lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e adulteração de combustíveis.
Na região, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Paulínia e Rafard. Em Paulínia, a ação ocorreu na Tercom, empresa de terminal de armazenagem de combustíveis localizada no bairro Cascata. Já em Rafard, o mandado foi cumprido na distribuidora Petrodansk (PDK), no bairro São Bernardo.
De acordo com fontes do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, a Tercom serviria apenas como entreposto no esquema investigado de emissão de notas fiscais fraudulentas.
Já a Petrodansk (PDK), em Rafard, seria responsável pela produção de notas fiscais usadas para lavar dinheiro do PCC.
Até o momento, as empresas citadas não se manifestaram sobre a operação. O espaço segue aberto.
Alvos são empresários e operadores logísticos
Segundo as investigações, os principais alvos da operação são empresários, operadores logísticos e laranjas, que, segundo a investigação, continuaram atuando mesmo após operações policiais anteriores.
Ao todo, estão sendo cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em pessoas físicas e jurídicas de cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
No estado de São Paulo, as ações acontecem na capital e nas cidades de Arujá, Atibaia, Barueri, Itupeva, Jardinópolis, Mogi das Cruzes, Paulínia, Rafard, Santos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Votorantim.

Segunda fase da operação “Carbono Oculto”
A operação “Fluxo Oculto” é a segunda fase da operação “Carbono Oculto”, realizada em agosto de 2025.
As investigações apuram como a organização criminosa continuou atuando para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos mesmo após a primeira fase da operação.
Segundo os investigadores, o grupo passou a concentrar movimentações financeiras de dezenas de postos de combustíveis para tentar despistar fiscalizações e investigações.
Em um dos casos identificados, as operações de 56 postos de combustíveis eram realizadas por meio de uma única conta bancária.
Segundo as investigações, o esquema teria causado um prejuízo de pelo menos R$ 200 milhões em tributos sonegados em apenas dois anos.
Ainda de acordo com os investigadores, o dinheiro obtido por meio das fraudes era direcionado para fundos de investimento supostamente utilizados para ocultar o patrimônio dos envolvidos.

Estratégia para dificultar fiscalização
Nos últimos meses, ainda conforme a investigação, os criminosos passaram a dividir os recursos entre várias fintechs e utilizaram novas empresas para substituir antigas companhias que já haviam sido expostas pelas autoridades. Ao todo, seis fintechs identificadas pela Receita Federal teriam movimentado mais de R$ 26 bilhões entre os anos de 2022 e 2025.
Além do Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), a Sefaz/SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as Polícias Militar e Civil também atuam.
*Com informações da EPTV Campinas
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