Quem costuma passar por ruas do Cambuí e da Vila Itapura, em Campinas, provavelmente já percebeu a água escorrendo pelas vias, mesmo em períodos sem chuva e sem sinais aparentes de vazamentos.
As poças e filetes de água que chamam a atenção nesses bairros nem sempre são resultado de problemas na rede de abastecimento. Em muitos casos, a origem está no subsolo: minas de água naturais e afloramentos do lençol freático fazem com que a água emerja à superfície e siga pelo sistema viário.
No Cambuí, moradores da Rua Coronel Quirino convivem há anos com uma poça que raramente seca. Já na Vila Itapura, a Rua Passos também registra água escorrendo em determinados períodos do dia. Em ambos os casos, a explicação está relacionada ao comportamento do lençol freático e, em alguns trechos, à ausência ou insuficiência de sistemas de drenagem capazes de captar essa água.
De onde vem a água
Segundo João Verde, professor mestre em Urbanismo, quando a chuva infiltra no solo, parte dela se acumula no lençol freático. Em alguns pontos, esse volume sobe tanto que alcança a superfície e brota como mina. Isso não significa, necessariamente, que haja vazamento em tubulação ou ligação clandestina de esgoto.
“Se o solo está encharcado, o lençol freático sobe a níveis de alcançar a superfície e a água passa a brotar em alguns locais. Claro, a população tem que chamar o poder público, a Prefeitura, eles vão analisar e verificar se aquela água é de mina ou de distribuição pública porque pode ter sido uma tubulação que tenha rompido”, diz o professor.

Na Vila Itapura, a reportagem da EPTV identificou que a água vinha do subsolo de um condomínio, era bombeada e lançada na rua, o que explicava o fluxo contínuo.
“Essa é uma mina de água da escavação do prédio que toda vez que chega num ponto, solta pra fora porque enche a caixa lá embaixo. É uma água da natureza, que ela tem que sair porque embaixo do prédio não dá pra ficar”, explica Marco Antônio Simões, jardineiro do condomínio.

Drenagem insuficiente no Cambuí
No Cambuí, a situação se agrava porque a rede de drenagem é limitada em algumas ruas, especialmente nas áreas mais altas, como a Coronel Quirino. Em períodos de chuva forte, a água infiltra com mais facilidade em trechos com paralelepípedos e, sem uma saída adequada, volta à superfície.
Verde ressalta que essa água pode ser utilizada: “Essa água pode ser consumida pra lavagem de pisos, calçadas, abastecimento de plantas e até para uso em descargas”, pontua.
A Prefeitura informou que estuda melhorias no sistema de drenagem do bairro, mas ainda não há prazo para o início das obras. Também orientou que novos empreendimentos direcionem a água do subsolo para a rede pública, evitando o escoamento direto para as vias.
O que pode ser feito
Em casos como esses, a recomendação é que a população acione o poder público para verificar se a água é de mina, de drenagem ou de tubulação rompida. A análise técnica é importante porque a aparência pode enganar: o que parece vazamento muitas vezes é água natural do subsolo.
*Com informações de Jorge Talmon/ EPTV Campinas
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Apartamento no Cambuí era usado para venda de drogas a clientes de classe alta, diz Baep
Um homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas na manhã desta quinta-feira (16) em um apartamento de alto padrão no bairro Cambuí, em Campinas. A prisão foi realizada por equipes do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido no âmbito de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Segundo a Polícia Militar, os agentes localizaram o suspeito no imóvel e, com o apoio de um cão farejador, encontraram diversas porções de drogas, dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos que foram apreendidos para perícia.
Drogas de alto valor foram apreendidas em apartamento no Cambuí
Durante a ação, os policiais encontraram diferentes tipos de entorpecentes, entre eles hashish (haxixe) e dry, derivados da maconha com alta concentração de THC e que costumam ser vendidos por valores elevados no mercado ilegal.

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Além das drogas, foram apreendidos aproximadamente R$1,4 mil em dinheiro, aparelhos celulares, um pendrive e outros materiais que poderão auxiliar no avanço das investigações.
Suspeito confessou ser o responsável pelas drogas
De acordo com o cabo Jefferson Invernezzi, do 1º Baep, o homem afirmou aos policiais que todo o material apreendido era de sua propriedade e que comercializava os entorpecentes para clientes de classe média e alta da região.
“O indivíduo que estava no local informou que era tudo dele, os entorpecentes, e que fazia essa venda para um público de classe média e alta na região. Como se tratava do cumprimento de um mandado de busca e apreensão, houve a situação de flagrante, e ele foi conduzido para a 1ª Seccional de Campinas”, afirmou o policial.

Drogas e equipamentos passarão por perícia
A quantidade total de drogas apreendidas ainda será contabilizada e submetida à perícia. Segundo a Polícia Militar, a identificação de todos os entorpecentes, assim como a análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos, poderá contribuir para o aprofundamento das investigações.
“A quantidade de drogas ainda vai ser contabilizada e verificada, assim como os tipos de entorpecentes. Já identificamos dry e haxixe, entre outros. Também havia dinheiro e aparelhos eletrônicos, como celular e pendrive, que foram apreendidos para as investigações”, completou o cabo Jefferson Invernezzi.
Após o flagrante, o suspeito foi encaminhado à 1ª Seccional de Campinas, onde permaneceu preso e à disposição da Justiça.

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