A diferença no preço de medicamentos genéricos em Campinas quase dobrou em um ano e chegou a 803,18%, segundo levantamento divulgado pelo Procon-SP. Há um ano, a variação registrada pelo órgão nas farmácias da cidade era de 409,42%. Com isso, o índice teve alta de 393,76 pontos percentuais, o que representa um crescimento de 96,17% de 2025 para 2026.
Neste ano, o destaque voltou a ser a Tadalafila 5 mg com 30 comprimidos, encontrada entre R$ 8,50 e R$ 76,77 em drogarias do município.
Na prática, o novo levantamento mostra que o consumidor pode pagar até nove vezes mais pelo mesmo medicamento, a depender da farmácia escolhida.
Consumidor deve fazer pesquisa nos preços dos medicamentos
O salto na diferença de preços reforça a importância de pesquisar antes da compra, especialmente em casos de tratamentos contínuos ou quando há necessidade de adquirir mais de um remédio.
A pesquisa foi realizada nos dias 20 e 21 de maio deste ano pelo Núcleo Regional Campinas da Fundação Procon-SP. Ao todo, foram visitadas oito drogarias da cidade e analisados 64 medicamentos, sendo 31 de referência e 33 genéricos.
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Tadalafila volta a ter a maior variação entre os genéricos
Entre os medicamentos genéricos pesquisados em Campinas, a maior diferença de preço foi encontrada na Tadalafila 5 mg, com 30 comprimidos. O remédio foi localizado por R$ 8,50 no menor valor e R$ 76,77 no maior, o que representa uma variação de 803,18%.
Em 2025, o mesmo medicamento havia sido encontrada entre R$ 13,91 e R$ 70,86, com diferença de 409,42% e preço médio de R$ 35,32.
Na comparação entre os dois levantamentos, a variação do medicamento subiu 393,76 pontos percentuais em um ano. O que representa um aumento de 96,17%.
Há um ano, genéricos já apareciam como opção mais barata. No levantamento feito em 2025, o Procon-SP já havia apontado que os medicamentos genéricos vendidos em Campinas eram, em média, 64,71% mais baratos do que os de referência.
Naquele ano, a pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 27 de maio e visitou sete drogarias da cidade. Ao todo, foram comparados os preços de 59 medicamentos, sendo 26 de referência e 33 genéricos. O levantamento considerou os valores à vista com o maior desconto oferecido ao consumidor comum, sem incluir frete ou programas como o Farmácia Popular.
Medicamento de referência também teve diferença expressiva em 2026. A pesquisa deste ano também identificou variação importante entre os medicamentos de referência. O maior percentual nesse grupo foi o da Amoxicilina 600 mg com 21 cápsulas, da Glaxosmithkline, com preços entre R$ 40,88 e R$ 71,22, uma diferença de 74,22%.
O que explica a variação no preço dos remédios?
Segundo o Procon-SP, os preços dos medicamentos podem variar por diferentes fatores, como condições de mercado, políticas comerciais adotadas pelas drogarias e diferenças entre os canais de venda, como lojas físicas e virtuais. Em redes franqueadas, ainda pode haver mudança de preço entre unidades da mesma marca.
O órgão destaca que a diferença entre medicamentos de referência e genéricos costuma tornar os genéricos uma opção mais acessível ao consumidor. Ainda assim, os próprios genéricos podem ter preços muito diferentes entre farmácias, o que torna a pesquisa ainda mais importante.
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Pesquisa de preço pode gerar economia ao consumidor
Diante do aumento da variação em Campinas, a orientação do Procon-SP é que o consumidor pesquise antes de comprar. Uma das recomendações é consultar a lista de Preços Máximos ao Consumidor (PMC), disponível no site da Anvisa e também nas farmácias, para verificar se o valor cobrado está dentro do limite permitido.
Além disso, o órgão recomenda observar se o número do lote, o prazo de validade e a data de fabricação informados na embalagem correspondem aos dados presentes nas cartelas ou frascos do medicamento. Também vale verificar se o remédio possui registro no Ministério da Saúde e pesquisar a existência de programas sociais, descontos oferecidos por convênios e programas de fidelidade mantidos por drogarias ou laboratórios.
Levantamento foi feito em 11 cidades paulistas
Além de Campinas, a pesquisa de 2026 do Procon-SP foi realizada em outros municípios do Estado de São Paulo. No total, as equipes do órgão visitaram 74 estabelecimentos presenciais e também consultaram 10 sites em 11 cidades paulistas.
As cidades incluídas no levantamento foram Araçatuba, Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo, São Vicente e Sorocaba.

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