A Polícia Civil apura uma denúncia de violência doméstica envolvendo o prefeito de Amparo, Carlos Alberto Martins (MDB), e a filha adolescente. O caso teria ocorrido no dia 8 de maio e foi formalizado no dia seguinte, quando a ex-mulher do prefeito registrou boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva.
A investigação foi confirmada pela secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Sem divulgar detalhes da ocorrência, a SSP informou que o investigado tem 46 anos e que o procedimento segue em andamento.
“A Polícia Civil investiga um homem de 46 anos por violência doméstica, ocorrida na tarde de segunda-feira (8), em Amparo. O caso foi registrado pelo Plantão da Delegacia de Amparo, que solicitou medida protetiva à ex-mulher do autor. O caso foi encaminhado à Delegacia Seccional de Bragança Paulista para continuidade das apurações“, diz a nota.
O que diz o prefeito?
Em nota, o prefeito afirmou que não comentará o caso publicamente em razão de envolver uma menor de idade. Disse ainda que o assunto será tratado “nos canais adequados” e pediu respeito à privacidade da família.
Veja a íntegra da nota do prefeito:
“Em razão de informações que vêm circulando sobre um episódio ocorrido no âmbito estritamente familiar, esclareço que se trata de uma questão privada envolvendo minha família e, principalmente, minha filha menor de idade.
Por respeito à sua intimidade, à sua proteção e ao seu desenvolvimento, não farei exposição pública de fatos, não mostrarei fotos, videos, conversas ou circunstâncias que possam causar qualquer constrangimento presente ou futuro para ela.
Como pai, sempre procurei exercer minhas responsabilidades com amor, presença, orientação e preocupação genuína com o bem-estar de minhas filhas.
Oficialmente não tenho conhecimento da situação e os fatos serão tratados nos canais adequados e, por essa razão, não farei comentários adicionais neste momento.
Peço respeito à privacidade de minha família, especialmente de minha filha, que não deve ser transformada em objeto de disputa financeira, política ou exposição pública.
Encerro dizendo: quem ama educa.”
Veja a publicação do prefeito nas redes sociais:
*Com informações da EPTV Campinas
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Morador em situação de rua abordado pela PM no Cambuí é nigeriano e não fala português; veja o que aconteceu
O morador em situação de rua abordado por um grupo de policiais militares ontem (10), em uma praça do bairro Cambuí, em Campinas, é um imigrante nigeriano de 31 anos. O caso chamou a atenção de moradores do bairro que passavam pelo Largo Santa Cruz e flagraram a abordagem e agressão contra o homem.
O caso gerou polêmica por causa da ação dos policiais. Moradores do bairro filmaram e criticaram a abordagem. O vídeo mostra os agentes tentando algemar o homem na praça. Diante da repercussão do caso, a Polícia Militar informou que instaurou um inquérito para apurar a conduta dos policiais e esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
Após ser algemado, Jerry foi levado à delegacia, onde foi registrado um boletim de ocorrência. Ele já foi liberado.
Quem é o morador em situação de rua detido pelos PMs?
Identificado como Ukachukwu Jerry Ekweogu, de 31 anos, o homem afirmou que não compreendeu as ordens dadas pelos agentes devido à dificuldade com a língua portuguesa. Segundo ele, a falha de comunicação contribuiu para o desentendimento que culminou na abordagem.
Da Nigéria ao Brasil
De acordo com informações apuradas pela reportagem da EPTV, Jerry chegou ao Brasil em 20 de fevereiro de 2023, pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Ele afirmou ter deixado a Nigéria em busca de oportunidades de trabalho, mas relata ter sido vítima de um golpe ao chegar ao país. Desde então, passou a viver em situação de vulnerabilidade. Até recentemente, morava na capital paulista, mas se mudou para Campinas neste ano.
Casado e vendedor de profissão, Jerry enfrenta dificuldades para compreender e se comunicar em português, segundo a Prefeitura de Campinas.

O que diz o imigrante?
Em depoimento à polícia, Jerry afirmou que não entendeu o que os policiais diziam durante a abordagem.
Segundo ele, caso os agentes tivessem falado de forma mais calma ou conseguido se comunicar melhor, teria colaborado sem resistência.
O imigrante relatou que a dificuldade para compreender o português foi determinante para o desentendimento com os policiais. “Se eles falassem comigo tranquilamente, eu faria tudo o que pedissem”, afirmou.

Jerry também declarou, em entrevista à EPTV, que esta foi a quarta vez em que sofreu agressões durante abordagens policiais.
Durante a ocorrência, os policiais utilizaram spray de pimenta para contê-lo. O imigrante afirmou que sofreu ferimentos, mas não procurou atendimento médico após o episódio (clique aqui para ler a matéria completa).
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.
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