Os galhos de uma árvore caíram na calçada da Escola Estadual Maria Colevati Rodrigues, na Avenida Independência, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas, na noite desta segunda-feira (24). Segundo um morador, essa foi a segunda vez em menos de um mês que uma árvore ou parte dela caiu no mesmo local.
“Em menos de um mês é a segunda árvore que cai, né? Acabou de acontecer uma queda de árvore condenada. Poderia ter tido vítimas fatais por causa desses galhos muito pesados”, desabafou o morador.
De acordo com ele, uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou a ir até o local nesta segunda, mas retirou apenas os galhos da via e os deixou na calçada.
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No último dia 5 de agosto, uma árvore caiu dentro da escola e interditou um trecho da Avenida Independência. Na ocasião, a queda também danificou um poste e parte do muro da unidade de ensino.
Na época, moradores relataram preocupação com outras árvores da região e afirmaram já terem feito pedidos de poda à Prefeitura.
Procurada, a Prefeitura informou que uma equipe do Departamento de Parques e Jardins foi acionada e que todas as medidas necessárias serão adotadas, incluindo a remoção da árvore.
*Com informações da EPTV Campinas
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Campinas ampliou na última semana o plantio de árvores nativas nos terminais de transporte público. De acordo com a Prefeitura, cerca de 100 mudas foram plantadas no Terminal BRT Campos Elíseos como parte de um projeto de arborização que busca reduzir as ilhas de calor nesses espaços.
Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), o plantio das mudas frutíferas e não-frutíferas tem o objetivo de criar “pequenos pomares” nos terminais, contribuindo tanto para a melhora da qualidade do ar quanto da sensação térmica.
“Também oferece um espaço para a atração de aves e pequenos animais”, disse Vinicius Riverete, o presidente da Emdec.
De acordo com a Gestão, para definir quais áreas mais necessitavam do plantio de mudas, foi realizado um diagnóstico ambiental utilizando um superdrone. Com o equipamento, foi possível identificar as ilhas de calor nos terminais e escolher a melhor localização para implantar a medida, que integra o programa Emdec+Verde.
A Prefeitura ainda afirma que a escolha das espécies também segue a estrutura dos terminais, podendo o plantio ser feito em canteiros ou formando pequenas manchas verdes.
Desde o final de fevereiro, setecentas mudas foram plantadas em oito terminais urbanos. Segundo a Gestão, além do Terminal Campos Elíseos, pequenos bosques ou canteiros foram criados nos terminais BRT Campo Grande, Santa Lúcia, BRT Satélite Íris, Padre Anchieta, Central, Vida Nova e Rodoviária.

Mas qual é a efetividade dessa medida?
Para entender a efetividade da implantação de pomares nos terminais de transporte público, o acidade on Campinas conversou com Vanessa Bello Figueiredo, professora doutora em planejamento urbano pela FAU USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo).
De acordo com Figueiredo, ilhas de calor urbanas são espaços que produzem maiores temperaturas ou sensações térmicas. Esses locais são mais impermeabilizados e menos vegetados, o que diminui a capacidade do solo de absorver água.
“Muitas vezes uma verticalização muito densa impede também a circulação de ar, que também ajuda a resfriar a cidade ou partes da cidade. Então, a gente vai ter lugares que podem estar entre 5ºC e 10ºC acima de outros lugares da cidade, que são mais vegetados. A gente também está falando de uso de superfícies escuras, concreto, asfalto, telhas escuras, sobre as edificações e tudo isso ajuda essa sensação de calor e a formação dessas ilhas de calor urbanas”, explicou a professora.
Sobre a efetividade da medida, Vanessa explicou que, ainda que acredite que a iniciativa seja positiva, ela não vai provocar uma redução significativa na sensação térmica. Porém, ela pode proporcionar um maior sombreamento nos espaços.
“Verdejar as cidades é algo que a gente deve buscar sempre, ainda mais em tempos de mudanças climáticas como a gente está vivendo, de estresse climático, onde o aumento das temperaturas está cada vez mais evidente para nós. Uma iniciativa dessa vai melhorar a evapotranspiração local, vai trazer biodiversidade, melhoria da qualidade do ar. É uma iniciativa interessante, mas ela precisa estar conectada a uma rede de infraestruturas verdes na cidade”, disse a professora.
De acordo com ela, além de trabalhar a arborização e o aumento das taxas de permeabilidade do solo, também são importantes iniciativas voltadas aos telhados.
“Os telhados em geral, eles concentram muito calor, o asfalto preto concentra muito calor. Então, o ideal seria a troca do tipo de pavimento, trabalhar com telhados verdes, com tetos, jardins. Enfim, a gente pode trabalhar, inclusive, com placas de energia solar, que além de produzir energia através do sol, vão diminuir essa absorção de calor dentro da edificação. É um conjunto de ações que vai contribuir para diminuir esse aquecimento local e dar mais qualidade para os cidadãos”, explicou.
Presença da água pode fazer diferença nos espaçados
Ainda segundo a professora, outro elemento bem-vindo nos espaços públicos e urbanos é a água. Neste caso, ela pode estar presente na cidade em espelhos d’água e fontes, com objetivo de aumentar a umidade do ar, principalmente em épocas de estiagem.
“Dado o estresse climático que a gente vive hoje, são importantes soluções onde a gente traga os quatro elementos da natureza e faça com que eles trabalhem conjuntamente para que se tenha melhorias climáticas e melhor conforto ambiental na cidade e nos espaços públicos, sobretudo os terminais urbanos”, finalizou.
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