Paçoca é um nome bastante comum para dar a cachorros, principalmente para os famosos caramelos, que muitas vezes têm a coloração do tradicional doce de amendoim. Nesta semana, o Ceprocamp (Centro de Educação Profissional de Campinas) anunciou seu novo mascote. Um simpático cachorrinho chamado Paçoca, com direito acrachá e tudo. Mas, o que chama a atenção é que este é, pelo menos, o terceiro cãozinho ‘contratado’ pela Prefeitura de Campinas com o mesmo nome. Além do mascote do Ceprocamp, há o Paçoca do DPBEA (Departamento de Proteção e Bem Estar Animal) e a saudosa cachorrinha da Sanasa.
Por que os cachorros da Prefeitura se chamam Paçoca?
De acordo com a Prefeitura de Campinas, os três cachorros têm o mesmo nome por pura coincidência. O cachorrinho doDPBEA teve seu nome escolhido por votação, assim como do Ceprocamp. Já a Paçoca da Sanasa teve seu nome escolhido por funcionários.
Paçoca do Ceprocamp
De acordo com a secretaria Municipal de Educação, o Paçoca do Ceprocamp fica na unidade do Centro e é cuidado pela equipe desde que chegou, em março deste ano. Na verdade, ele não foi adotado, mas adotou os profissionais, já que chegou ao local seguindo um dos alunos e ali ficou.
O cachorro de raça indefinida, o famoso vira-lata, tem idade estimada de 1 ano. Seu nome foi escolhido por votação online entre a comunidade escolar do Ceprocamp. Paçoca recebeu 102 votos, vencendo as sugestões Fumequinho, Toninho, Ceprocão e Caramelo.

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Paçoca do DPBEA

O caso mais famosos é o do mascote do DPBEA (Departamento de Proteção e Bem-estar Animal), que passou a ser ‘servidor público’ em 2024. Na época, uma votação pela internet escolheu o nome do cachorro, que poderia se chamar Caramelo ou Cãopineiro, mas Paçoca foi o vencedor com 251 votos, 50,5% do total.
Ele foi apresentado em 2 de junho daquele ano, na Lagoa do Taquaral, na 1ª Feira de Adoção de Animais – Campet. O cachorro caramelo sem raça definida, tinha apenas três meses de idade e chegou a posar para foto com o prefeito Dário Saadi (Republicanos).
Paçoca é filho de Flan, uma cachorra sem raça definida, que foi resgatada pelo Samu Animal, machucada, em março de 2024, na Vila Padre Anchieta. Ela estava com dez filhotes bastante debilitados e dois não resistiram.

Paçoca da Sanasa

A saudosa Paçoca da Sanasa nasceu ainda no século passado, em 1999. Uma reportagem do portal da Prefeitura de Campinas, publicada em 2013, mostrava a cadelinha anciã com 14 anos. A cachorrinha era do setor de Macromedição e Pesquisa – TPF (Pitometria) da Sanasa.
Ela foi resgatada no Residencial São Luiz, com apenas dois meses, por um grupo de agentes técnicos da Sanasa. Em uma barraquinha de doces, havia uma caixa com seis filhotes de vira-latas. “A dona nos falou que os cachorrinhos eram da raça Pit-bull”, contou, na publicação, o agente técnico Carlos Fassina, um dos responsáveis pela Paçoca. “Para trazer a cachorrinha foi necessário colocá-la em uma caixa. A única que tinha era de paçoquinhas, por isso, carinhosamente, colocamos esse nome”, completa.
Paçoca reconhecia tanto os funcionários quanto os carros da Sanasa e latia toda vez que aparecia alguma pessoa diferente. Ela também tinha uma alimentação diferenciada. No café da manhã, era pão francês com presunto e manteiga. Aliás, ela não aceitava só o pão puro. No almoço e jantar ela comia sobras das marmitas, que eram congeladas para ela comer aos finais de semana.
A cachorrinha era vacinada periodicamente e os gastos com sua saúde eram divididos entre os funcionários da empresa. Além de mascote, ela também era a companhia para o guarda da noite e a protetora do local.
A Sanasa foi procurada, mas não soube informar quando Paçoca morreu.

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