O Sistema Cantareira, um dos principais mananciais de abastecimento de água do Estado de São Paulo e responsável por atender municípios das bacias PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), incluindo Campinas, entrou nesta quarta-feira (1º) na Faixa 3 de Alerta. A mudança reduz o volume máximo de água que pode ser retirado pela Sabesp e reforça a necessidade de uso consciente dos recursos hídricos.
A alteração ocorre após o sistema encerrar o mês de junho com 39,8% do volume útil, índice abaixo do limite de 40% previsto nas regras de operação. Já o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne outros reservatórios responsáveis pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, opera com 52,4% da capacidade.
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O que muda com a Faixa 3 do Sistema Cantareira?
Com a entrada na Faixa 3, a Sabesp passa a ter autorização para retirar até 27 metros cúbicos de água por segundo (m³/s) do Cantareira. Antes, o limite era de 31 m³/s.
A medida segue a Resolução Conjunta nº 925/2017, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e da SP Águas, que determina restrições graduais conforme o volume armazenado nos reservatórios.
Para minimizar os impactos da redução, a companhia poderá utilizar a água transposta da represa da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, localizada na bacia do Rio Paraíba do Sul, respeitando os limites de captação autorizados.
Por que isso é importante para Campinas?
Embora o abastecimento de Campinas seja operado pela Sanasa, o município integra as bacias PCJ, que compartilham parte dos recursos hídricos do Sistema Cantareira.
Isso significa que o nível dos reservatórios influencia a gestão da água em toda a região, especialmente durante os meses de estiagem, quando as chuvas costumam ser menos frequentes.
Apesar da redução na retirada de água pela Sabesp, não há anúncio de impactos imediatos no abastecimento de Campinas.
Chuvas abaixo da média acenderam o alerta
A entrada do Cantareira na Faixa 3 acontece cerca de duas semanas após o Governo de São Paulo atualizar os critérios de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana.
Entre as mudanças está a adoção de uma série histórica de 15 anos, que considera eventos climáticos como El Niño e La Niña. O novo modelo foi adotado após o Sistema Cantareira registrar, no ciclo hidrológico 2025/2026, chuvas equivalentes a apenas 62% da média histórica, índice inferior aos cerca de 90% registrados no período anterior.

Autoridades pedem uso racional da água
Em nota, a ANA e a SP Águas reforçaram que o momento exige ações para reduzir o consumo e evitar desperdícios.
Segundo os órgãos, medidas de gestão da demanda e o uso consciente da água são fundamentais para preservar os reservatórios durante o período seco, garantindo segurança hídrica para a população e para os municípios atendidos pelo sistema.
O que é o Sistema Cantareira?
O Sistema Cantareira é formado pelos reservatórios Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, que juntos armazenam cerca de 982 bilhões de litros de água.
Além de abastecer aproximadamente metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, o sistema também atende cidades das bacias PCJ, entre elas Campinas, por meio da gestão compartilhada entre a ANA e a SP Águas.
Com informações da Agência Estado
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Segundo a Meteored, o ciclone deve se formar na quinta-feira (2), sobre o oceano, na altura da região Sul, intensificando o avanço da frente fria. Até lá, o tempo permanece firme no Sudeste, com predomínio de sol e temperaturas mais elevadas. Depois da passagem do sistema, a previsão é de aumento da nebulosidade, chuva e forte declínio das temperaturas em áreas da região (leia a previsão completa aqui).
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