A Snap anunciou, nesta quarta-feira (15), a demissão de aproximadamente 1.000 funcionários, em um movimento para reduzir custos e apostar na inteligência artificial (IA) para melhorar a lucratividade. Os cortes foram confirmados pela dona do Snapchat em memorando enviado aos trabalhadores.
O número de demitidos representa cerca de 16% dos contratados em tempo integral da companhia, que somava 5.261 pessoas no final do ano passado. Ela também revelou que 300 vagas que estavam em aberto foram encerradas, deixando de contratar, no momento.
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Mais IA, menos pessoas
Na carta, o CEO da Snap, Evan Spiegel, comenta que a demissão em massa no Snapchat foi motivada principalmente pelos avanços mais recentes da IA. De acordo com ele, o uso da tecnologia pode impulsionar a eficiência do trabalho.
- A companhia acredita que a substituição de parte dos funcionários pelos bots vai reduzir o trabalho repetitivo e aumentar a velocidade da equipe;
- Dessa forma, será possível oferecer um suporte aprimorado para a comunidade de usuários dos produtos e serviços da marca, bem como parceiros e anunciantes, como explicou Spiegel;
- “Já vimos pequenas equipes utilizando ferramentas de IA para impulsionar um progresso significativo em diversas iniciativas importantes”, complementou ele, no documento;
- O executivo também compartilhou as expectativas da Snap quanto aos resultados que a mudança pode representar.
Ao apostar em ferramentas alimentadas por IA, a companhia acredita que terá economia de US$ 500 milhões até o segundo semestre deste ano. A quantia equivale a R$ 2,4 bilhões pela cotação do dia.
Essa mudança faz parte de um plano mais amplo da dona do Snapchat em relação à diminuição dos custos operacionais. Com tais esforços, a empresa afirma que poderá “estabelecer um caminho mais claro para a lucratividade líquida”, ao mesmo tempo em que aprimora suas entregas.
Com a presença cada vez maior da IA no ambiente corporativo, muitas pessoas temem ser substituídas pela tecnologia, ficando sem emprego. Em uma pesquisa divulgada no ano passado, a Organização Internacional do Trabalho listou as profissões que mais correm esse risco.
