
Num ano marcado pela imposição de altas tarifas comerciais pelo Estados Unidos, o Brasil conseguiu se manter como o maior mercado de carga aérea internacional da região da América Latina e Caribe, mas não conseguiu evitar uma queda no volume transportado. Segundo dados da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o país movimentou um total de 880.930 toneladas métricas por via aérea, o que representou uma queda interanual de 1,2% em relação a 2024.
No ano passado, as importações recuaram 2,2% e as exportações caíram 0,1%. O principal corredor de carga aérea internacional do país foi a rota Brasil–Estados Unidos, com 312.454 toneladas métricas transportadas entre os dois países.
O boletim da ALTA também mostrou que estrutura da carga aérea internacional do Brasil foi marcada por um alto grau de concentração regional e aeroportuária. A maior parte do volume ficou entre a América do Norte e a Europa, que responderam pela maior proporção da carga total.
No nível aeroportuário, as operações internacionais concentraram-se predominantemente no aeroporto de Guarulhos (GRU), que movimentou volumes significativamente superiores aos de qualquer outro aeroporto do país, seguido a distância por Viracopos (VCP) e Galeão (GIG).

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Região mostra crescimento
A carga aérea internacional de toda a região da América Latina e Caribe encerrou 2025 com crescimento moderado, mas impulsionado por mercados médios. No ano passado, foram 4,1 milhões de toneladas métricas transportadas, um crescimento interanual de 3,2%.
Enquanto mercados de grande porte permaneceram estáveis ou com variações negativas, como no caso do Brasil, esse crescimento foi impulsionado principalmente por mercados como Peru (+15,45), Panamá (+14,7%), Argentina (+11,1%), Costa Rica (_10,9%) e El Salvador (+10,7%).
A Colômbia, segundo maior mercado regional de carga aérea, teve crescimento modesto, de +1,6%), enquanto o México mostrou queda de -0,3% em 2025. Embora México–Estados Unidos tenha sido o principal corredor de carga aérea internacional do país, o tráfego com China apresentou crescimento relevante em 2025, com aumento interanual de 14,6%, explicado principalmente pelo aumento das importações provenientes da China.
“Esses resultados refletem o potencial logístico da região e a necessidade de continuar fortalecendo a infraestrutura e as condições que impulsionem a competitividade. Estados Unidos mantiveram-se como a principal origem e destino da carga internacional, consolidando sua posição como o corredor de maior volume para a América Latina”, afirmou Peter Cerdá, CEO da ALTA.
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