
Discussões sobre como gerenciar ou mitigar uma possível retirada dos Estados Unidos da ‘arquitetura de segurança europeia’ estão em andamento, disse o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, neste sábado.
Fidan não deu detalhes sobre as discussões, mas disse que essa retirada dos EUA poderia ser ‘destrutiva’ para a Europa se realizada de forma descoordenada.
O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou retirar seu país da Otan depois que os membros europeus da aliança militar ocidental se recusaram a enviar navios para desbloquear o Estreito de Ormuz após o início da guerra iniciada por EUA e Israel contra o Irã.
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A decisão dos países europeus agravou o atrito dentro do bloco, que já havia aumentado desde que Trump disse que queria adquirir a Groenlândia.
‘Estamos discutindo muito sobre como gerenciar ou mitigar a retirada dos EUA da arquitetura de segurança europeia. Não totalmente, mas parcialmente. Mesmo uma retirada parcial… seria muito destrutiva para a Europa se não for feita de forma coordenada’, disse Fidan em um fórum de diplomacia na província de Antália, no sul da Turquia.
Fidan, cujo país faz parte da Otan, mas não da União Europeia, disse que há muito tempo vem reclamando que os países da UE na Otan ‘agem como um clube separado’. Eles tomam decisões por conta própria, mesmo que isso contrarie a posição da aliança, disse ele.
‘Você quer ser uma organização separada da UE dentro da Otan? Bem, os Estados Unidos disseram: ‘Estou deixando vocês irem embora, cortando os laços”, disse Fidan.
Fidan pediu aos aliados nesta semana que usem uma cúpula da Otan em Ancara, em julho, como uma oportunidade para restabelecer os laços com Trump e Washington, enquanto se preparam para uma possível redução do envolvimento dos EUA.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que entende as frustrações de Trump com a aliança, mas que a grande maioria das nações europeias tem ajudado no esforço de guerra de Washington contra o Irã.
Uma autoridade sênior da Casa Branca disse à Reuters este mês que Trump, como parte da frustração com a Otan, também considerou a opção de remover algumas tropas dos EUA da Europa.
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