O reitor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Paulo César Montagner, anunciou, na última quarta-feira (22), a criação de um grupo de trabalho com especialistas para revisar os processos empregados nos laboratórios da instituição.
A decisão foi tomada após o caso de furto de amostras biológicas do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, ligado ao IB (Instituto de Biologia). O anúncio ocorreu durante entrevista à TV Unicamp. Segundo o reitor, a sindicância aberta para apurar o caso está em fase final.
De acordo com Montagner, o objetivo do grupo é revisar protocolos e reforçar práticas com base na legislação brasileira e em referências internacionais. Ele afirmou que o episódio não indica falha estrutural ou desleixo, mas destacou a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle e vigilância.
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“Eu já estou criando um grupo de trabalho bastante sofisticado com pessoas especializadas nisso, para que a gente faça uma revisão de todo esse processo que temos em todos os laboratórios, para que a gente possa fazer algo que ajude as unidades a se orientarem junto com a reitoria, baseando-se nas leis que o país tem e, sobretudo, nas melhores práticas internacionais”, explicou.
O reitor também ressaltou que o laboratório não foi invadido, e que o acesso ocorreu por uma pessoa autorizada, o que, segundo ele, torna o caso ainda mais incomum. As motivações do ato ainda são desconhecidas e deverão ser esclarecidas pelos envolvidos.
A universidade informou que, ao tomar conhecimento do ocorrido, comunicou imediatamente a Polícia Federal e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), além de instaurar sindicância interna. O caso também é investigado pelas autoridades federais.
“Fica essa lição. Mas é importante as pessoas saberem: o laboratório não foi violado. Entrou uma pessoa que tinha autorização e credenciamento para isso. O que surpreende é o ato. Portanto, a gente não sabe ainda as razões disso. A professora e o estudante vão ter que se posicionar, vão ter que dizer à sociedade o que aconteceu também, porque até agora eles não se posicionaram”, finalizou.
Sobre o caso
No dia 23 de março deste ano a Unicamp interditou temporariamente todos os laboratórios da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos) após um furto de materiais de pesquisa.
Uma professora foi presa em flagrante suspeita de furtar materiais de pesquisa do Instituto de Biologia. Segundo a Polícia Federal, o material foi recuperado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise, com apoio da Anvisa. As investigações seguem sob sigilo.
Como medida preventiva, a universidade chegou a interditar temporariamente laboratórios da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA).
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À época, em nota, a Unicamp afirmou que está colaborando integralmente com as investigações e adotando as medidas necessárias para apurar o caso e reforçar a segurança em seus laboratórios.

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