É bem mais difícil achar celulares pequenos hoje em dia e o Galaxy Z Fold 8 tem sido ótimo ao atender esse público e, ao mesmo tempo, quem busca um dobrável. Uma coisa que eu percebi é que eu até sinto mais vontade de usar o celular, mesmo após duas semanas com ele.
Mas esse aspecto mais quadradinho — que parece um passaporte — é um divisor de opiniões: tem gente que está amando e tem quem esteja odiando. A minha opinião vem sendo bem positiva, e eu já venho usando o Z Fold 7 há quase um ano (que continua sendo um ótimo aparelho).
smart_display
Nossos vídeos em destaque
Mas o Z Fold 8 não é exatamente perfeito ou ideal para todo mundo. Comigo foi muito fácil me acostumar com o celular. Claro, tem algumas coisas que eu gostaria que fossem diferentes. Mas, ainda assim, essa experiência nova tem grandes chances de dar certo neste ano.
Novo formato veio para ficar?
O fato do novo modelo ser pequeno, leve e de eu conseguir alcançar praticamente todos os pontos da tela de fora só com uma mão é um dos principais motivos de eu estar gostando do novo Fold. Ele também é muito fino, e mesmo quando está fechado não fica tão espesso ou longe de um Galaxy S26 Ultra ou iPhone 17 Pro, por exemplo.
Usar o Z Fold 8 e depois usar um celular “normal” chega a ser esquisito. Eu não digo isso de uma forma negativa, só é bem diferente. Esse formato é legal, então quando eu volto para os celulares comuns confesso que sinto essa estranheza.
Ele também é mais largo do que os celulares comuns, apesar de ser um aparelho muito confortável. A pegada é ótima, você alcança todos os botões com tranquilidade e eu confesso que não senti nenhuma fragilidade nesses dias de uso. Eu venho usando ele 100% do tempo sem a capinha que a Samsung emprestou, inclusive ele conseguiu umas marquinhas bem leves por ter batido no chão. Nada de tão grave.
Essas são as dimensões e o peso do Galaxy Z Fold 8:
- Desdobrado: 123,9 x 161,4 x 4,5 mm
- Dobrado: 123,9 x 81,9 x 9,7 mm
- Peso: 201 gramas
Mas eu vou ser um pouco mais prático aqui:
- Digitar nele é confortável até mesmo na tela dobrável (o teclado é adaptável), mas principalmente na de fora;
- Ele quase não ocupa espaço no bolso da calça ou bermuda, e cabe em praticamente qualquer lugar da mochila sem muito esforço;
- Assistir vídeos, principalmente na tela dobrável, é uma experiência muito boa, mas a de fora ajuda demais para responder mensagens, checar e-mails e notificações e fazer todo o resto — só que com menos espaço, é claro;
- Ler nessa tela gigante é outro ponto de destaque. Sites de notícias, quadrinhos, livros, documentos e afins trazem uma experiência muito boa — não acho que se iguala a um Kindle, mas é uma ótima alternativa.
Sobre o design, a Samsung fez uma jogada muito boa e segura ao deixar ele mais quadradão, aproveitando melhor o corpo do celular. Ele também é simples e segue a estética dos outros aparelhos top de linha da empresa. A traseira, por exemplo, é bastante limpa e tem apenas o módulo com duas câmeras (bem saltado, por sinal, e que balança bastante sob a mesa).
)
Esse módulo de câmeras é de plástico, mas o Z Fold 8 tem estrutura metálica robusta e vidro Gorilla Glass Ceramic 3 na tela. Na traseira, ele usa o Victus 2.
Nas cores a gente tem os clássicos preto e branco, mas também um roxo bem claro e um verde. Ele ainda usa a certificação IP48 e aqui eu confesso que senti falta de um avanço. Já está na hora de vermos a IP68 ou IP69 ajudando a proteger melhor contra poeira.
O leitor de digitais dele fica na lateral e é extremamente rápido. Mas tem um detalhe que é até difícil mostrar: na hora de cadastrar você pode “deslizar” o dedo e o celular vai vibrando de uma forma mais consistente enquanto faz a leitura da digital. Detalhe mínimo, mas legalzinho.
Telas novas: como estão?
A mistura do novo formato com a nova tela chama muita atenção. Ele tem somente 5,5 polegadas quando está fechado, algo bem incomum nos dias de hoje. Já a tela dobrável tem 7,6” — é menor que o Fold 7 ou Fold 8 Ultra, que têm 8”. Outra mudança importante foi a redução do vinco/marca na tela, um feito realmente muito bacana.
- Tela externa: 5,5” Dynamic AMOLED 2x FHD+ (1972 x 1248p), 428 ppi, 120 Hz, 3.000 nits;
- Tela dobrável: 7,6” Dynamic AMOLED 2x QXGA+ (2448 x 1848p), 403 ppi, 120 Hz, 3.000 nits.
A Samsung adotou proporções diferentes nesse modelo. A tela de fora usa a proporção de 10:16, enquanto a dobrável usa a 4:3 (ou 3:4 na vertical) que favorece exatamente os vídeos.
Essas duas telas são mais largas, de fato. A maior tem essa característica justamente para reduzir as bordas pretas quando você está assistindo a vídeos, filmes, séries e outros conteúdos. Essas faixas ainda aparecem, mas muito menos do que no Fold maior. E ele é ótimo para isso. Quando eu estou em casa e quero assistir alguma série para me distrair ou alguma partida da gigante Série C do Brasileirão, uso exatamente o Z Fold 8 e nem ligo a TV.
)
Mas quando eu quero ler algo também tenho uma experiência muito boa. O aplicativo do Kindle, por exemplo, funciona muito bem aqui na vertical ou horizontal. Só que há um “detalhe”: o furinho da câmera não fica exatamente escondido durante a leitura. Na verdade, eu sempre percebo que ele está lá quando estou lendo algo no celular. Ainda assim, esse é o tipo de coisa que não “quebra” a leitura.
Jogar também é uma outra experiência que tem sido realmente muito agradável, mas com algumas ressalvas. Na tela de fora, eu prefiro jogos que não precisam de tanto comprometimento. Jogos de tiro, ação ou que tenham muita movimentação não são muito legais, já que a tela é bem pequena. Na tela dobrável a história muda. Essa proporção deixa o conteúdo muito cheio e rico, com imagens agradáveis e detalhes nítidos. É o tipo de coisa que também tem feito com que eu jogue com mais frequência no celular
Mas tem algo que me incomoda, de certa forma. Usar controles USB não é tão simples, já que eles praticamente só funcionam na tela externa. Na interna, por causa da posição da entrada USB-C que fica na parte inferior, ficou inviável usar os controles que eu tenho.
- Quanto ao vinco, ele realmente está muito melhor.
- Na prática, essa marca só fica perceptível pelas laterais ou quando a luz bate de um jeito específico na tela dobrável. Na maior parte do tempo ele some e quase não dá para perceber, principalmente vendo de frente.
- O vinco está mesmo menor, mas não sumiu de vez. Tanto que eu sinto ao passar o dedo no meio da tela, mas muito menos do que no Z Fold 7.
- Esse é um avanço que vale largar o elogio. Eles criaram uma nova dobradiça com uma placa e uma película especial de titânio. A tecnologia Flex Titânio é quem reduz esse vinco e promete mais resistência.
- E vale se atentar: ele não tem o Modo Flex, que nem o Ultra, que posiciona a dobradiça de diferentes ângulos. Ele vai até certo nível, depois o celular “se estica” para deixar a tela mais plana.
- Nesse caso, vale deixar ele em um modo de “tenda” e aí, sim, é possível assistir algo na tela de fora com o celular sob uma mesa.
- Outro detalhe que vale dizer é que o Z Fold 8, com essa nova dobradiça, é muito fácil e confortável de abrir.
Talvez a minha experiência esteja sendo legal porque, pra mim, o uso das duas telas está muito atrelado às minhas expectativas. Eu prefiro carregar um celular menor no bolso e que seja simples para digitar algo rápido, ver o app do mapa e até assistir algo simples. Mas, sempre que posso ou preciso, a tela dobrável está lá para me salvar. Ele não vem para roubar o lugar (e provavelmente nem vai) de um Galaxy S ou um iPhone, mas surge como uma alternativa para quem busca algo novo.
Também vale considerar que essas são telas de altíssima qualidade. O brilho é forte e a visualização não é atrapalhada sob o sol, elas usam o padrão Amoled Dinâmico 2x, têm taxa variável de 1-120 Hz, HDR e mais. A resolução delas também é alta, o que resulta em imagens não só vibrantes e bonitas, mas também legíveis e com muitos detalhes.
Uma melhoria que a Samsung fez e que merece atenção é o acabamento antirreflexo que está presente só na tela dobrável. Ela é a que a gente acaba usando mais para ler ou assistir e esse tipo de coisa faz diferença, principalmente próximo de janelas ou sob o sol. Mas eu gostaria de ver na tela externa, também.
Sobre as saídas de som, a Samsung fez um trabalho legal. O volume é bastante alto e assistir algo diretamente dele é algo imersivo. Mas os volumes mais altos são estridentes, o som fica muito mais limpo no volume médio. E essas saídas, quando ele está aberto, ficam apenas no lado esquerdo da tela. Seria legal se uma delas continuasse no lado direito.
Apps ainda precisam se adaptar
Esse formato também cria um novo gargalo com os aplicativos de terceiros. Vários softwares ficam com uma proporção esquisita, “escondem” botões ou até mesmo cortam partes dos conteúdos. Isso tem explicação.
Os smartphones, de uns bons anos para cá, trazem um formato muito mais próximo do 9:16 na vertical. O que levou a conteúdos mais “esticados”, digamos assim. Como o Z Fold 8 traz um aspecto diferente na tela de fora, principalmente, esses apps acabam não ficando exatamente tão bons quanto o que a gente vê nos modelos tradicionais e mais altos.
Esse é um comportamento até esperado para o novo formato. O que precisa mudar aqui é a adaptabilidade desses aplicativos; você pode notar isso nas redes sociais, no seu aplicativo de idiomas e em outros softwares gerais. Os apps da Samsung, porém, estão praticamente impecáveis.
- Neste caso, a gente precisa esperar as próprias empresas e os desenvolvedores;
- Te dou um outro exemplo: nos apps de mensagens, o que ocupa mais espaço é justamente o teclado. Você até pode diminuir o tamanho do teclado, mas as teclas ficam mais espremidas. O que me incomoda mais é o fato de não conseguir ver tantas mensagens enquanto estou digitando uma resposta.
- O Instagram, então, é todo bugado. Na tela de fora, os conteúdos do feed ficam cortados, mas em tela cheia eles ficam bem estreitos e com bordas pretas nas laterais. Já na tela grande ele deixa faixas pretas bem aparentes na horizontal ou na vertical, mas o app se comporta mais como a versão para tablets.
- Mas é o que eu disse antes: o próprio Instagram é quem precisa de ajustes de adaptabilidade aqui.
)
De qualquer forma, o Z Fold 8 é um dos primeiros smartphones da Samsung que vem com a One UI 9, baseada no Android 17. Ele também terá sete anos de atualizações, como outros tops de linha da empresa.
Eu sei que já adiantei os problemas relacionados aos softwares nesse novo formato, mas foi porque isso impacta no uso. Mas, no geral, as aplicações nativas e toda a interface da Samsung funciona extremamente bem nesse modelo. Ele também traz um pacote muito recheado com o Galaxy AI, incluindo um novo recurso de câmera que “segue” a pessoa.
E a One UI 9, que vai chegar a mais aparelho, tem ótimas ferramentas. Há um novo widget do Finder, por exemplo, que parece aquele de busca do Google. Ele não pode ser redimensionado manualmente, o que é uma pena. Mas a boa notícia é que o Finder está muito melhor do que no passado e retorna resultados mais diretos, como quando eu procuro pelos meus apps e eles aparecem no topo dos resultados, e não no final da lista.
O software da Samsung ainda traz mais personalização para os ajustes rápidos, o relógio da tela de bloqueio está mais certeiro para se encaixar no papel de parede e, talvez o mais importante, ele tem o Now Nudge. A ideia é se antecipar às ações do usuário, mas isso ainda depende da compatibilidade geral de outros softwares.
Desempenho e bateria na medida
Duas outras coisas acompanham esse lançamento da Samsung: a ficha técnica muito forte e uma nova bateria de silício-carbono. Essa é a primeira vez que a Samsung usa baterias do tipo, marcando um avanço significativo que acompanha outros rivais.
Sobre o desempenho, esse é o tipo de celular que claramente não deixa na mão. A Samsung não economizou aqui:
- Chipset: Snapdragon 8 Elite for Galaxy
- Memória: 12 GB
- Armazenamento: 256 GB e 512 GB (no Brasil não há a versão com 1 TB)
- Conectividade: 5G, Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0
É realmente um dispositivo muito rápido e competente para tudo. Não notei atrasos na interface, gargalos para reproduzir apps ou jogos pesados e nem mesmo momentos de instabilidade. A multitarefa, inclusive, é uma das coisas mais interessantes. Eu consigo dividir a tela com dois ou três aplicativos e ele continua funcionando tranquilamente, e ainda dá para usar janelas flutuantes.
A troca de telas enquanto estou usando um aplicativo ilustra bem isso. O celular faz isso bem rápido até com os jogos. Mesmo com títulos pesados o Z Fold 8 opera com taxas de quadros estáveis, o que é uma ótima notícia. E, mesmo com esse tamanho reduzido, ele parece conseguir dispersar bem o calor e não sofre com o thermal throttling. Ele esquenta, é claro, mas eu só notei ele esquentando fora do comum quando estive gravando com a câmera por muito tempo, por exemplo.
Já na bateria a Samsung colocou 4.800 mAh de capacidade – mais do que no Z Fold 7 do ano passado, mas menos do que outros concorrentes. A Samsung está fazendo uma aposta mais segura no silício-carbono e visa a longevidade do componente no lugar de uma densidade gigantesca.
Eu tenho conseguido resultados muito bons, passando das 6h ou 7h de tela ligada e com cerca de 30% sobrando. Consigo ficar um dia inteiro sem me preocupar, mas passar disso eu já acho difícil.
O carregamento também está melhor. Ele agora chega em 45 watts com fios ou em 20W sem fios. Em 30 minutinhos, por exemplo, ele bate 75% (com o celular desligado). E a carga completa chega em cerca de 1h. Só ficou faltando os ímãs para usar com carregadores e acessórios sem fio. Isso só é possível utilizando capinhas.
Câmeras
Talvez onde eu mais tenha sentido os cortes que a Samsung fez para esse novo formato foi nas câmeras. Elas são muito boas, são dois sensores de 50 MP: o principal e o ultra-angular. As fotos ficam vibrantes, trazem muitos detalhes e eu vejo que o desempenho é bem consistente. Mas a experiência não é tão completa quanto é no Ultra, me parece faltar algo aqui.
- Principal: 50 MP (f/1.8), 1,0 μm, 85°
- Ultra-angular: 50 MP (f/1.9), foco automático, 0,7 μm, 120°
- Selfies: 10 MP (f/2.2), 1,12 μm, 100° e 85°
)
)
)
A câmera principal do Z Fold 8 fez registros muito bons em diferentes condições de luz, mas os lugares escuros ainda perdem detalhes e mostram mais ruídos. Durante o dia, é claro, essa câmera brilha muito. E a ultra-angular também não deixa nada a desejar: tanto em fotos quanto em vídeos, esse sensor me ajudou bastante.
Já nas selfies são duas câmeras de 10 MP, uma em cada tela. Elas são bem “ok”, mas você pode usar o retorno da tela externa para fazer selfies com as câmeras principais que são muito melhores.
O meu ponto é que esse é um celular muito bom em praticamente tudo, mas que não impressiona nas câmeras. E olha que ele traz uma série de recursos para gravação profissional que eu acho muito bons, mas que talvez não sejam o foco do aparelho. Quem quer um celular com câmeras melhores, o próprio S26 Ultra é uma escolha melhor.
Ainda assim, você pode esperar por uma baita qualidade para fazer as fotos e vídeos no Z Fold 8. Honestamente, é muito difícil se decepcionar com esse conjunto.
Pra mim, o que ficou faltando foi um sensor telefoto. Eu gosto de fazer fotos e vídeos com o celular mais afastado do objeto em si. E é sempre bom ter um sensor extra para ter mais opções e também variar os ângulos.
Esse já é um celular que desperta a criatividade, acho que faria total sentido ter a terceira câmera. O zoom digital quebra um galho, mas depende muito dos algoritmos de IA para melhorar as fotos. E, na minha visão, esse novo formato não compete de forma alguma com a versão Ultra — a única com uma terceira câmera.
)
)
Outro recurso legalzinho do Z Fold 8 é o modo My FanCam. Você faz um vídeo com o celular parado e, depois, o celular pode ir te seguindo durante a filmagem. É muito interessante mesmo, tudo isso é feito de um jeito bem rápido. Além de ser prático para quem costuma gravar sozinho, já que ele oferece muitas opções de proporções e formatos.
Só que é preciso alinhar um pouco as expectativas. Isso porque o celular acaba fazendo um “crop” no vídeo, e por vezes também aplica um zoom para enquadrar a pessoa que está seguindo. Isso, é claro, pode acabar reduzindo a qualidade final da imagem.
E aqui vão alguns detalhes engraçados sobre o My FanCam:
- Ele pode, inclusive, fazer essa edição em vídeos gravados com outros celulares, tipo o iPhone (é só transferir para o Z Fold 8)
- Às vezes o celular “se perde” e acaba seguindo outra pessoa ou só parando de te seguir, aí é preciso refazer a edição.
Galaxy Z Fold 8 vale a pena?
O Galaxy Z Fold 8 tem sido um dos celulares dobráveis mais legais que eu já testei. E olha que eu virei, de certa forma, um apreciador da categoria. Os dobráveis são mais divertidos.
Ele não é o primeiro celular em “formato de passaporte” do planeta, o Huawei Puxa X Max saiu na frente. Mas ele é um dos primeiros com alcance global e isso dá uma certa vantagem à Samsung. Até porque a gente pode ver o primeiro iPhone dobrável justamente nesse ano e os rumores afirmam que ele terá esse mesmo formato.
O Fold 8 é um caso particular. Ele pega o protagonismo da linha e vira o modelo “normal”, enquanto o Fold 7 agora é uma versão Ultra. A Samsung parece querer estabelecer algum tipo de padrão ao sair na frente do seu principal concorrente, na minha visão.
)
E esse é um produto de ponta em praticamente tudo, o que inclui o preço. A crise das memórias é um fator que influencia, mas o preço inicial de R$ 12,6 mil reforça que os dobráveis continuam extremamente caros.
De qualquer forma, quem pensa em apostar em um novo dobrável vai encontrar nessa nova linha da Samsung um modelo muito capaz, bem construído e com aquele ineditismo que empolga não só nos primeiros dias. Não duvido nada que quem prefira celulares comuns não tenha ficado minimamente intrigado.
Ainda tem o que melhorar, é claro. Além do preço, que impacta diretamente o consumidor, os desenvolvedores também precisam comprar essa ideia.
Mas se vale a pena ou não comprar Z Fold 8 eu acredito que vai depender muito do tipo de consumidor, indo até além dos preços — afinal, quem tem dinheiro para comprar os celulares mais caros do mercado normalmente não sofre muito com esses reajustes. E ainda é preciso se atentar: telas dobráveis precisam de cuidado, elas são mais frágeis mesmo e é preciso ter isso em mente. Esses modelos já avançaram muito e encostam nas versões tradicionais, só que eles ainda trazem “cortes”.
Se eu fosse escolher o que gostaria de ver no Z Fold 9, incluiria na minha lista a câmera telefoto; o acabamento antirreflexo na tela de fora também; a certificação IP68 ou IP69; câmeras frontais atualizadas; bordas um pouco menores também na tela externa e até mais bateria (nunca é demais). E o “MagSafe”, é claro.
O que eu posso te dizer é reforçar aquilo das expectativas: é preciso alinhar bem para não se frustrar. Mas que esse é um celular muito bom e curioso, de uma forma positiva, disso eu não tenho a menor dúvida.
