Usuários da operadora GoCare Planos de Saúde relatam dificuldades para conseguir atendimento médico em Campinas e na região metropolitana. As queixas envolvem desde a negativa para realização de exames até a interrupção de tratamentos contínuos, inclusive de pacientes oncológicos. A situação é acompanhada pela EPTV desde novembro de 2025.
De acordo com os relatos, hospitais e clínicas teriam suspendido atendimentos por falta de repasses financeiros da operadora. Ao longo dos últimos meses, a emissora e o acidade On mostraram denúncias envolvendo pacientes em tratamento contra o câncer e também médicos que afirmam não ter recebido pelos serviços prestados.
Em dezembro de 2025, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que a GoCare passou do regime de direção fiscal para o de direção técnica. Nessa modalidade, um profissional nomeado pela agência acompanha presencialmente a operadora, com foco em monitorar e corrigir problemas relacionados à assistência prestada aos beneficiários.
Pacientes relatam interrupções
A técnica de enfermagem Viviane Veiga conta que está há dias com dores intensas na região dos rins. Segundo ela, ao procurar o pronto-socorro do Hospital Irmãos Penteado, foi informada já na recepção de que, caso precisasse de exame de imagem, teria de pagar de forma particular.
Logo na recepção fui informada que a Go Care não está liberando exames de imagens. Eu sai do hospital medicada, mas sem o exame que precisava para saber se estava com pedras no rim. Me senti humilhada. Você volta para casa sem saber o que tem.
Outro caso é o da paciente Tânia Maria, que enfrenta um câncer em estágio de metástase. Ela afirma que o tratamento está interrompido há mais de um mês, sem acesso à medicação nem acompanhamento oncológico.
Sem medicamente e com metátese é bem ruim, fico amedrontada e medo de passar dos ossos aos membros internos. Eles não tem credenciamento com clínicas, não tem medicamentos e nem injeção.
O que diz a GoCare
Em nota enviada à EPTV, a GoCare Planos de Saúde afirmou que não houve cancelamento ou interrupção de atendimentos na comarca de Campinas e região metropolitana.
Sobre o caso de Viviane Veiga, a operadora informou que a beneficiária passou pelo pronto-socorro do Hospital Irmãos Penteado em 20 de janeiro, mas que, segundo apuração junto ao prestador, não houve solicitação de exame de imagem.
Em relação à paciente Tânia Maria, a GoCare afirmou que ela passou por consulta em 14 de janeiro, com continuidade regular do tratamento, e que o medicamento prescrito tem entrega prevista para o dia 26 de janeiro de 2026.
A operadora reforçou que todos os atendimentos estariam sendo garantidos e que não há desassistência aos beneficiários.
Após a divulgação da nota, o Grupo EP voltou a procurar a GoCare para outros questionamentos, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
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