A Defesa Civil de Campinas registrou ao menos seis quedas de árvores e galhos provocadas pelas fortes rajadas de vento que atingiram a cidade nesta quarta-feira (29). Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de feridos.
Entre as ocorrências está uma árvore que caiu sobre dois carros na Rua Alexander Fleming, na região da Cidade Universitária, nas proximidades do HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp.
Segundo as informações iniciais do Corpo de Bombeiros, um dos veículos já havia sido retirado do local. Equipes da corporação ainda trabalhavam no corte dos galhos. Ninguém ficou ferido.


Das seis ocorrências contabilizadas pela Defesa Civil, três envolveram quedas de árvores e outras três foram de galhos.
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Veja os locais das ocorrências
- Chácara Belvedere: queda de árvore na Rua João Batista Grigol;
- Parque Alto Taquaral: queda de galho na Rua Pastor Alzimar José Alves;
- Parque Via Norte: queda de galho na Rua José Galgano;
- Jardim Chapadão: queda de galho na Rua Renato Henry;
- Cidade Universitária: queda de árvore na Rua Alexander Fleming;
- Jardim Morumbi: queda de árvore na Rua Emília Stefanelli Ceregatti.
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Viu essa? Árvores em terminais de ônibus? Entenda por que a Prefeitura começou a plantar mudas nos locais
Campinas ampliou na última semana o plantio de árvores nativas nos terminais de transporte público. De acordo com a Prefeitura, cerca de 100 mudas foram plantadas no Terminal BRT Campos Elíseos como parte de um projeto de arborização que busca reduzir as ilhas de calor nesses espaços.
Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), o plantio das mudas frutíferas e não-frutíferas tem o objetivo de criar “pequenos pomares” nos terminais, contribuindo tanto para a melhora da qualidade do ar quanto da sensação térmica.
“Também oferece um espaço para a atração de aves e pequenos animais”, disse Vinicius Riverete, o presidente da Emdec.
De acordo com a Gestão, para definir quais áreas mais necessitavam do plantio de mudas, foi realizado um diagnóstico ambiental utilizando um superdrone. Com o equipamento, foi possível identificar as ilhas de calor nos terminais e escolher a melhor localização para implantar a medida, que integra o programa Emdec+Verde.

A Prefeitura ainda afirma que a escolha das espécies também segue a estrutura dos terminais, podendo o plantio ser feito em canteiros ou formando pequenas manchas verdes.
Desde o final de fevereiro, setecentas mudas foram plantadas em oito terminais urbanos. Segundo a Gestão, além do Terminal Campos Elíseos, pequenos bosques ou canteiros foram criados nos terminais BRT Campo Grande, Santa Lúcia, BRT Satélite Íris, Padre Anchieta, Central, Vida Nova e Rodoviária.
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Para entender a efetividade da implantação de pomares nos terminais de transporte público, o acidade on Campinas conversou com Vanessa Bello Figueiredo, professora doutora em planejamento urbano pela FAU USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo).
De acordo com Figueiredo, ilhas de calor urbanas são espaços que produzem maiores temperaturas ou sensações térmicas. Esses locais são mais impermeabilizados e menos vegetados, o que diminui a capacidade do solo de absorver água.
“Muitas vezes uma verticalização muito densa impede também a circulação de ar, que também ajuda a resfriar a cidade ou partes da cidade. Então, a gente vai ter lugares que podem estar entre 5ºC e 10ºC acima de outros lugares da cidade, que são mais vegetados. A gente também está falando de uso de superfícies escuras, concreto, asfalto, telhas escuras, sobre as edificações e tudo isso ajuda essa sensação de calor e a formação dessas ilhas de calor urbanas”, explicou a professora.
Sobre a efetividade da medida, Vanessa explicou que, ainda que acredite que a iniciativa seja positiva, ela não vai provocar uma redução significativa na sensação térmica. Porém, ela pode proporcionar um maior sombreamento nos espaços.
“Verdejar as cidades é algo que a gente deve buscar sempre, ainda mais em tempos de mudanças climáticas como a gente está vivendo, de estresse climático, onde o aumento das temperaturas está cada vez mais evidente para nós. Uma iniciativa dessa vai melhorar a evapotranspiração local, vai trazer biodiversidade, melhoria da qualidade do ar. É uma iniciativa interessante, mas ela precisa estar conectada a uma rede de infraestruturas verdes na cidade”, disse a professora.
De acordo com ela, além de trabalhar a arborização e o aumento das taxas de permeabilidade do solo, também são importantes iniciativas voltadas aos telhados.
“Os telhados em geral, eles concentram muito calor, o asfalto preto concentra muito calor. Então, o ideal seria a troca do tipo de pavimento, trabalhar com telhados verdes, com tetos, jardins. Enfim, a gente pode trabalhar, inclusive, com placas de energia solar, que além de produzir energia através do sol, vão diminuir essa absorção de calor dentro da edificação. É um conjunto de ações que vai contribuir para diminuir esse aquecimento local e dar mais qualidade para os cidadãos”, explicou.
Ainda segundo a professora, outro elemento bem-vindo nos espaços públicos e urbanos é a água. Neste caso, ela pode estar presente na cidade em espelhos d’água e fontes, com objetivo de aumentar a umidade do ar, principalmente em épocas de estiagem.
“Dado o estresse climático que a gente vive hoje, são importantes soluções onde a gente traga os quatro elementos da natureza e faça com que eles trabalhem conjuntamente para que se tenha melhorias climáticas e melhor conforto ambiental na cidade e nos espaços públicos, sobretudo os terminais urbanos”, finalizou.
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