Um vídeo divulgado pelo governo do Irã nesta segunda-feira (02) mostra uma enorme frota de drones preparada para retaliar os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel. Eles aparecem em um longo túnel sem localização definida.
Nas imagens publicadas pela agência de notícias estatal Fars, também é possível notar uma grande quantidade de mísseis montados em lançadores de foguetes. Elas trazem, ainda, cenas de lançamentos realizados por Teerã.
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Drones e mísseis prontos para o disparo
Sem um fim visível, o túnel de armas iraniano aparece repleto de drones Shahed-136. Desenvolvido localmente, esse modelo possui formato de asa delta com lemes estabilizadores nas pontas. Na parte central, há uma ogiva pesando de 30 kg a 50 kg.
- A versão é utilizada principalmente para ataques a alvos no solo, como bases e armazéns de suprimentos;
- Com 3,5 m de comprimento e 2,5 m de envergadura, ele pesa cerca de 200 kg e pode voar a até 185 km/h;
- Estima-se que seu alcance varie de 1.000 km a até 2.500 km, dependendo da configuração, e há indícios da existência de uma variante utilizada como aeronave de reconhecimento;
- De fácil montagem, ele inicia o voo a partir de plataformas de lançamento, em lotes com várias unidades.
Além de inúmeras unidades do drone kamikaze, o vídeo apresenta mísseis em modo de espera. Eles estão montados em lançadores com capacidade para quatro unidades, que também parecem prontos para o disparo.
No vídeo, chamam atenção as fotos do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, coladas em algumas paredes do túnel. Governante do país por quase 40 anos, ele foi morto nos ataques de EUA e Israel, no último sábado (28).
Estoque atual ou antigo?
Não se sabe exatamente quando e onde essas imagens foram gravadas nem se as armas mostradas no vídeo já foram utilizadas pelo Irã. Como destaca a CNN, vídeos desse tipo são comuns em épocas de guerra.
Estimativas de militares israelenses apontam que o Irã tinha pelo menos 2.500 projéteis até a semana passada. No entanto, parte do arsenal foi disparada contra alvos na região, em países como Kuwait, Bahrein, Catar e Israel, depois da ofensiva que intensificou o conflito.
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