Quem dirigiu por Campinas utilizando o aplicativo de navegação por GPS Waze até o início desta semana percebeu uma sequência de alertas de área insegura em vários pontos da cidade. Com ícones de “ladrão”, o aplicativo apontou diversos locais considerados inseguros durante o fim de semana, como a região do Taquaral e da Avenida José de Sousa Campos, popularmente conhecida como Norte-Sul.
A concentração de alertas ocorreu em um ponto onde também havia grande quantidade de propaganda eleitoral, o que chamou a atenção de quem passava pelo local.
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A situação faz parte de um movimento que ganhou repercussão nas redes sociais em diferentes partes do Brasil. Usuários passaram a utilizar uma ferramenta colaborativa de segurança do aplicativo, originalmente criada para indicar situações de risco, para marcar locais onde havia concentração de materiais de campanha.
Após identificar o uso da ferramenta para registros falsos relacionados à propaganda eleitoral, o Waze desabilitou temporariamente o recurso no Brasil.
Alerta falso de insegurança
O alerta, conhecido entre os usuários pelo ícone que representa um “ladrão”, foi lançado em 2025. A ferramenta permite que motoristas indiquem pelo próprio aplicativo quando não se sentem seguros em determinado ponto. O registro aparece no mapa para outros usuários e funciona de maneira colaborativa.
Em Campinas, a concentração dos alertas chamou atenção especialmente na região da praça localizada embaixo do Viaduto Laurão, na confluência das avenidas Moraes Salles, José de Souza Campos (Norte-Sul) e Princesa D’Oeste com a Rua General Marcondes Salgado.
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Campinas teve concentração de alertas
Durante o fim de semana, a região registrou uma grande quantidade de ícones de “ladrão” no mapa do Waze. O ponto também apresentava concentração de propaganda eleitoral, o que fez com que usuários relacionassem os dois acontecimentos.
Nas redes sociais, registros semelhantes publicados por internautas de diferentes cidades passaram a repercutir. A utilização do recurso como forma de sinalizar locais com propaganda eleitoral passou a ser comentada como uma espécie de protesto virtual contra a ocupação de praças, calçadas e canteiros.
A associação, porém, parte dos próprios usuários e das publicações nas redes sociais. Os ícones exibidos no aplicativo não representam, por si só, registros oficiais de ocorrências policiais.
Em Campinas, a situação também surpreendeu motoristas que estavam acostumados a utilizar o alerta para identificar possíveis locais de risco.
Motorista se assusta com sequência de ícones
Um motorista que passava pela região do Cambuí nesta segunda-feira (24) conta que estranhou quando percebeu uma grande quantidade de símbolos de “ladrão” aparecendo no Waze.
“Simplesmente começou a apitar um monte de símbolos de ladrão e tudo mais. Aí, tipo, pô, estranho, né? Eu passo aqui todo dia, eu sei que é uma avenida movimentada e tal”, contou.
Ao se aproximar do local, no entanto, o motorista percebeu a concentração de propaganda eleitoral e entendeu que os alertas estavam relacionados à movimentação no ponto.

“Depois que eu fui ver no Waze que era um negócio meio que de roubo, ladrão e tudo mais. Aí, passando perto, a hora que eu cheguei pelo caminho no Waze, eu deparei que era de campanha política”, relatou.
Para ele, o principal impacto foi a estranheza causada pela quantidade de alertas em uma região de grande circulação.
“Foi mais um sentimento de estranheza, porque é um lugar onde eu sempre passo. Uma das principais avenidas de Campinas também”, disse.
Alerta passou a ser usado para marcar propaganda eleitoral
O recurso de segurança do Waze foi criado para que os próprios usuários pudessem indicar situações nas quais não se sentissem seguros durante seus deslocamentos.
A ferramenta funciona de forma colaborativa: um motorista registra o alerta pelo aplicativo e outros usuários que passam pela região podem visualizar a sinalização no mapa.
O ícone utilizado para representar a função é uma figura semelhante a um ladrão, o que fez com que os registros rapidamente fossem associados a situações de roubo ou insegurança.
A partir do período eleitoral, porém, usuários passaram a utilizar o recurso para marcar pontos onde havia concentração de propaganda de campanha. Os registros passaram a aparecer no mapa como se fossem alertas de segurança.
Foi justamente essa utilização que levou à desativação temporária da ferramenta no Brasil.
O movimento ganhou repercussão nas redes sociais, com internautas compartilhando imagens dos mapas e comentando o uso do recurso como forma de protesto virtual contra a presença de propaganda eleitoral em determinados espaços públicos.
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Waze desabilita ferramenta no Brasil
A desativação do recurso ocorreu depois que a plataforma identificou que a ferramenta estava sendo utilizada para indicar locais com propaganda eleitoral.
O recurso de alerta de segurança deixou de estar disponível no Brasil temporariamente. A medida afeta especificamente essa funcionalidade colaborativa, utilizada para indicar situações de insegurança.
O acidade on Campinas procurou o Waze para saber mais detalhes sobre a decisão e questionar quando o recurso poderá voltar a funcionar, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
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