
Um petroleiro foi atingido por um barco não tripulado no Estreito de Ormuz, na costa de Omã, deixando um tripulante morto e ampliando a tensão sobre a principal rota de escoamento de petróleo do mundo.
A embarcação MKD VYOM, com bandeira das Ilhas Marshall, transportava cerca de 59.463 toneladas métricas de carga quando foi atingida. O impacto provocou explosão e incêndio na casa de máquinas, resultando na morte de um tripulante indiano. Os outros 20 integrantes da tripulação — indianos, bengaleses e um ucraniano — foram evacuados por um navio comercial com bandeira do Panamá, o MV SAND, segundo autoridades de Omã.
O caso marca a primeira morte confirmada envolvendo navegação comercial desde o início da atual escalada militar na região.
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O relatório afirma que, diante da paralisação das rotas marítimas, a única forma de aliviar o choque é uma liberação coordenada de estoques estratégicos pelos países desenvolvidos
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Mais cedo, outro petroleiro já havia sido alvo de ataque no Estreito de Ormuz. O Centro de Segurança Marítima de Omã informou que o navio SKYLIGHT, com bandeira de Palau, foi atingido a cinco milhas náuticas ao norte do porto de Khasab, na província de Musandam. Quatro pessoas ficaram feridas, e todos os 20 tripulantes (15 indianos e 5 iranianos) foram evacuados.
No domingo, o Irã confirmou que atacou um petroleiro por desobedecer ordens de não cruzar o Estreito de Ormuz. A televisão estatal afirmou que a embarcação “tentava cruzar ilegalmente” a passagem estratégica. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram fumaça saindo do navio após o ataque.
A sequência de incidentes ocorre após os Estados Unidos e Israel lançarem ataques contra o Irã no sábado, ação que matou o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades, segundo Teerã. Em resposta, o Irã disparou mísseis e drones contra alvos israelenses, ativos americanos e países do Golfo.
No sábado, a mídia iraniana informou que o Estreito de Ormuz havia sido “efetivamente” fechado após os bombardeios. Washington e Tel Aviv acusam Teerã de manter programas nuclear e de mísseis que ameaçam Israel e aliados dos EUA. O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e nega buscar armas nucleares.
(com agências internacionais)
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