A Omoda & Jaecoo, marca do grupo Chery, tem tido bons resultados com o Jaecoo 7 em diversos mercados e intenção da empresa é aumentar o alcance do SUV médio com uma nova motorização. O utilitário ganhou uma versão híbrida plena, que iniciou as vendas no Reino Unido, de olho em outros mercados como Austrália. E há chances dessa configuração chegar ao Brasil.
Batizado de SHS-H, o sistema adota a proposta de “híbrido completo”, semelhante ao de rivais como Hyundai Tucson, Toyota RAV4 e Honda CR-V. Nesse tipo de conjunto, o motor elétrico atua em conjunto com o motor a combustão, sem necessidade de recarga externa.
O conjunto combina um motor 1.5 turbo a gasolina com propulsão elétrica, entregando 224 cv de potência combinada. Não é uma combinação inédita no Brasil, pois já equipa o Omoda 5 HEV e também será utilizado pelo Caoa Chery Tiggo 5X, na inédita versão híbrida prometida para este ano – embora com uma potência reduzida para 204 cv.
No ciclo WLTP, o consumo declarado é de 22,7 km/l, número competitivo frente a concorrentes diretos. O Hyundai Tucson híbrido registra 20,4 km/l, enquanto o Toyota RAV4 da geração anterior marca 21,3 km/l.

A marca também declara aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos. Outro destaque é a eficiência térmica do motor a combustão, de 44,5%, acima dos 41% registrados no motor 2.5 híbrido da Toyota.
No Reino Unido, o modelo será vendido como Jaecoo 7 e terá duas versões. A configuração Pure traz ar-condicionado de duas zonas, multimídia de 13,2 polegadas e sistema de som com seis alto-falantes.

A versão Deluxe adiciona acabamento em couro ecológico, sistema de som com oito alto-falantes e tela de 14,8 polegadas, além de outros ajustes de conforto. Os preços partem de 29.195 libras (R$ 206.880) na versão de entrada e chegam a 32.795 libras (R$ 232.311) na topo de linha. Como comparação, o modelo a gasolina custa 28.865 libras (R$ 204.472) no mesmo mercado.
Atualmente, a gama do Jaecoo 7 inclui versões a combustão, com motor 1.6 turbo de 137 kW, e híbrida plug-in, que alcança 255 kW combinados. A nova variante SHS-H amplia a oferta com foco em eficiência.
Em estudos para o Brasil
Antes o carro mais vendido da Omoda & Jaecoo no mercado brasileiro, o Jaecoo 7 perdeu um pouco o espaço após o lançamento do Omoda 5 HEV. Para recuperar um pouco das vendas, a empresa estuda criar uma versão de entrada do utilitário com este sistema. Fontes ligadas à marca revelaram à QUATRO RODAS que há uma discussão sobre usar o sistema híbrido pleno ou uma variante com motor a combustão puro.
Porém, a fabricante olha mais para a motorização eletrificada por ser um diferencial em relação a muitos concorrentes e por uma questão tarifária. O Imposto sobre Produto Industrialização (IPI) tem novas regras e a alíquota pode aumentar ou diminuir de acordo com o combustível e tecnologia usada pelo veículo.
O Jaecoo 7 atualmente tem um acréscimo de 2,0 pontos percentuais por usar um sistema híbrido recarregável (plug-in) abastecido somente com gasolina. Uma versão híbrida plena teria o imposto aumentado em 3,0 pontos (1,0 a mais do que o PHEV), enquanto a variante com motor a gasolina sem eletrificação paga 6,5 pontos (4,5 pontos a mais).
A Omoda & Jaecoo tem planos de oferecer motores flex no Brasil e mesmo isso afetaria o imposto consideravelmente. A alíquota base é de 6,3% e, para um carro híbrido plug-in flex, o imposto cai em 2,0 pontos. Um híbrido pleno teria o desconto de 1,5 ponto e um motor flex sem eletrificação não modifica a alíquota.
O que a marca ainda está considerando é como posicionar essa versão com a chegada do Jaecoo 5, prometida para este ano e que também utilizará a mesma mecânica híbrida plena do Omoda 5 HEV e Tiggo 5 HEV. Dependendo da resposta do público, a variante híbrida simples pode ser descartada para deixar o Jaecoo 7 como uma opção mais tecnológica, com a mecânica PHEV.
