
A Bayer informou que considera positiva a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de revisar o caso Durnell, um dos processos ligados ao herbicida Roundup. Segundo a empresa, o julgamento do mérito deve ocorrer até junho de 2026, quando termina a próxima sessão da Corte.
De acordo com comunicado, o caso foi levado à Suprema Corte após pedido apresentado pela Monsanto em abril de 2025, com o objetivo de esclarecer divergências entre tribunais sobre a aplicação da chamada preempção federal – ou seja, se regras federais prevalecem sobre leis estaduais em temas como rotulagem de pesticidas.
Ministra Esther Dweck será única representante de governo no Fórum de Davos
Ministra participa de evento que discute perspectivas de crescimento para a América Latina
A Bayer afirma que um resultado favorável “ajudaria a conter de forma significativa” o volume de ações judiciais envolvendo o Roundup, dentro de uma “estratégia multifacetada” adotada pela companhia. A Bayer adquiriu a americana Monsanto em 2018.
No texto, o CEO da Bayer, Bill Anderson, diz que “a decisão da Suprema Corte de aceitar o caso é uma boa notícia para os agricultores dos EUA, que precisam de clareza regulatória”. Ele acrescenta que “é hora de o sistema jurídico americano estabelecer que empresas não devem ser punidas por leis estaduais quando cumprem exigências federais de rotulagem”.
O comunicado também cita manifestação do procurador-geral americano John Sauer favorável à análise do caso pela Suprema Corte. Segundo ele, manter a decisão do caso Durnell permitiria que júris “ignorassem decisões científicas especializadas” da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA, na sigla em inglês), que concluiu repetidamente que o glifosato “não é provavelmente carcinogênico em humanos”.
Por fim, a Bayer afirma que decisões divergentes entre tribunais federais e estaduais reforçam a necessidade de uma orientação clara da Suprema Corte sobre o tema.
The post Bayer celebra decisão da Suprema Corte dos EUA em rever caso em litígio de herbicida appeared first on InfoMoney.
