O HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) entrega, nesta sexta-feira (10), a nova área da Medicina Nuclear e inaugura um equipamento capaz de realizar exames até quatro vezes mais rápidos. O aparelho produz imagens em 3D de corpo inteiro e ajuda a reduzir o desconforto dos pacientes. A tecnologia permite maior precisão no diagnóstico, principalmente de câncer.
Com o uso de IA (Inteligência Artificial), o equipamento garante imagens de altíssima qualidade e otimiza o tempo de realização dos exames. O aparelho é o primeiro instalado na América Latina em um hospital público com a tecnologia baseada em detectores CZT (Cádmio-Zinco-Telúrio) e será utilizado no atendimento de pacientes pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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Entenda o que o equipamento faz
Chamado de Sistema Veriton-CT 416 Digital SPECT/CT-CZT, o aparelho permite a obtenção de imagens detalhadas do corpo inteiro em 3D, fundamentais para o diagnóstico de doenças, especialmente o câncer. Com maior precisão, ele também possibilita a realização de dosimetria interna, que auxilia no planejamento terapêutico dos pacientes.
Outro avanço é a possibilidade de reduzir a dose de radiofármacos utilizados nos exames, mantendo a qualidade das imagens e tornando o procedimento mais confortável, principalmente para pacientes oncológicos.
“O novo SPECT/CT-CZT representa o estado da arte em inovação, com capacidade para realizar diagnósticos precisos em câncer, incluindo a dosimetria interna para o planejamento terapêutico, além de proporcionar mais conforto para o paciente, sendo a maioria oncológicos, e a possibilidade de diminuição da dose de radiofármacos usados nestes tipos de exames”,
detalhou Bárbara Juarez Amorim, coordenadora da área de Medicina Nuclear do HC da Unicamp.
Com isso, o equipamento deve ampliar a capacidade de atendimentos em medicina nuclear no HC, principalmente na área de oncologia. O aumento, no entanto, ainda depende de definições a serem feitas com a secretaria Estadual da Saúde.
Investimentos superam R$ 10 milhões
A aquisição do equipamento custou R$ 8,6 milhões e foi viabilizada por recursos da FAPESP, por meio do projeto CEPID CancerThera (Centro de Inovação Teranóstica em Câncer), além de verbas da própria Unicamp e de emendas parlamentares dos deputados federais.
Já a reforma e adaptação da área de Medicina Nuclear receberam investimento de R$ 2,1 milhões, também com recursos da FAPESP.
Além disso, houve um aporte de US$ 400 mil para a atualização de outro equipamento importante do setor, o PET/C, exame que combina imagens funcionais (metabolismo) e anatômicas para detectar tumores, infecções e problemas neurológicos/cardíacos.
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Impacto na pesquisa, ensino e atendimento pelo SUS
O professor Cármino de Souza, coordenador do projeto CEPID CancerThera, afirma que a modernização é resultado de quatro anos de planejamento e envolve uma estrutura multiinstitucional, com participação da Unicamp, HC, Hemocentro e FAPESP.
Para ele, a tecnologia representa um avanço importante no diagnóstico, ao permitir identificar com mais precisão qual é o tumor e onde ele está.
“É como se a gente fizesse uma radioterapia intracelular. Não existe medicina mais personalizada do que essa, porque nós a personalizamos pelo tumor, pelo paciente e pela avidez que o tumor tem em relação àquilo que a gente vai injetar”,
explica.
Souza destaca ainda que o SPECT/CT-CZT deve ampliar as possibilidades científicas, tecnológicas e educacionais, especialmente no campo do teranóstico, além de trazer benefícios assistenciais para o HC.
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