Pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, Eduardo Cunha reivindicou a responsabilidade pela força atual da direita no país. Em entrevista ao jornal O Tempo, o ex-presidente da Casa legislativa que o processo de impeachment da então chefe do Planalto Dilma Rousseff (PT), conduzido por ele em 2016, alterou o rumo da política nacional e abriu caminho para a oposição da época chegar ao poder anos depois.
— Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido (Jair) Bolsonaro presidente da República, e nenhum desses expoentes da direita que aí estão teriam hoje alguma proeminência — disse Cunha.
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Na entrevista, o ex-deputado afirmou não se arrepender de abrir o processo de impeachment de Dilma e confirmou a intenção de usar essa experiência como trunfo para tentar retornar à Câmara no pleito deste ano.
— Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada — destacou.
Bolsonaro foi eleito em 2018, ao derrotar Fernando Haddad (PT) na corrida ao Planalto. Quatro anos depois, não conseguiu a reeleição, vencido por Lula. Cunha afirmou ao jornal que até hoje é parado nas ruas para tirar fotos e recebe cumprimentos pela atuação na queda de Dilma. A cada dez opiniões que recebe, segundo ele, apenas uma desaprova sua conduta no caso.
—Quem tirou o PT do poder? O único fui eu. Pode falar o que quiser […] Sem o meu ato, nada teria ocorrido — reforçou ele, que citou os números de aprovação da então presidente entre os fatores que contribuíram para o desfecho.
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