A disputa pela liderança do mercado global de smartphones segue acirrada entre Samsung e Apple. As duas companhias inclusive foram as únicas que seguiram um caminho contrário da atual tendência do setor e aumentaram as vendas nos últimos meses.
Essas são conclusões de um relatório da empresa de consultoria IDC, que divulgou dados relativos ao primeiro trimestre de 2026. Segundo a análise, apesar da boa notícia para as duas marcas, o cenário é mais negativo para toda a indústria.
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As vendas globais de smartphones caíram 4,1% no total, chegando em 289,7 milhões de dispositivos e quebrando um ciclo de dez trimestres de alta na comercialização desses aparelhos. A tendência, de acordo com o relatório, é que os números nos demais períodos do ano sejam de uma queda ainda mais significativa.
O atual mercado de celulares
De acordo com o levantamento da IDC, a atual configuração do mercado global de celulares é a seguinte — tanto em fatia da indústria quanto o crescimento do primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior:
- 1. Samsung: 21,7% do mercado e crescimento de 3,6%
- 2. Apple: 21,1% do mercado e crescimento de 3,3%
- 3. Xiaomi: 11,7% do mercado e queda de 19,1%
- 4. Oppo: 10,6% do mercado e queda de 9,9%
- 5. Vivo: 7,3% do mercado e queda de 6,8%
- Soma das demais marcas: 27,6% do mercado e queda de 4,2%
O principal motivo para a queda brusca de quase todas as marcas é a atual crise dos chips de memória, que levou fabricantes de componentes a priorizarem encomendas de empresas de inteligência artificial (IA) e reduzir a oferta para eletrônicos de consumo.
Para além da baixa disponibilidade e do alto preço de chips de memória, custos de logística devido aos atuais conflitos no Oriente Médio também prejudicaram alguns mercados.
Como resultado, empresas como Xiaomi e Samsung já sentiram a alta no valor de produção e algumas até aumentaram o preço cobrado pelos aparelhos. Outras fabricantes estão adaptando o próprio catálogo para oferecer um estoque menor ou direcionar as vendas para modelos top de linha.
Isso porque companhias que focam em modelos intermediários ou de entrada foram as mais prejudicadas, já que a venda de aparelhos mais caros tende a reduzir o impacto negativo da alta nos custos de fabricação por envolver a entrada de uma receita maior.
Por que Apple e Samsung cresceram?
Segundo o relatório, Apple e Samsung foram beneficiadas pelo calendário de lançamentos. O Galaxy S26 Ultra teve alta demanda e a chegada antecipada de novos modelos intermediários premium da linha Galaxy A tornaram a companhia competitiva no início de ano.
Do lado da Apple, a família iPhone 17 segue com números altos de vendas internacionais, inclusive com um crescimento registrado na China. Ainda assim, a companhia perdeu o posto de liderança que ela havia acabado de conquistar contra a rival sul-coreana.
Para além da dupla, as marcas chinesas Honor, Lenovo e Huawei também apresentaram crescimento no período. A primeira marca foi destacada pela IDC, em especial pela alta de 24% nas vendas ao direcionar esforços para mercados internacionais.
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