A mulher de 57 anos que foi morta a facadas dentro do apartamento onde morava, no Cambuí, em Campinas, na tarde desta quinta-feira (9), era vice-presidente da ONG Anjos de Patas, onde atuava havia cerca de dois anos. Voluntária da causa animal, Maria Aparecida Martinelli participava do resgate de cães, cavalos e outros animais vítimas de abandono e maus-tratos em Campinas e cidades da região.
Natural de Campinas, Maria era apaixonada por bichos desde a infância. De acordo com Gabriela Souza Lourenço, presidente da ONG Anjos de Patas e amiga da vítima, o interesse pela causa surgiu ainda na infância, influenciado pelo pai, que criava diversos animais.
As duas se conheceram há cerca de quatro anos durante o resgate de um cavalo e, desde então, passaram a atuar juntas na proteção animal. Para Gabriela, Maria era uma das voluntárias mais atuantes da entidade.
“Ela era meu braço direito. Sempre que aparecia um resgate, era a primeira a ajudar. Corria atrás de veterinário, organizava rifas e vaquinhas para conseguir recursos e fazia de tudo pelos animais”, afirmou.
O trabalho voluntário fazia parte da rotina de Maria até os últimos momentos de vida. Horas antes do crime, Gabriela conta que ela entrou em contato com integrantes de outra ONG para buscar informações sobre animais acolhidos pelo Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) de Campinas e dar continuidade a novos resgates.
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Família e amigos pedem justiça
A morte de Maria mobilizou familiares, amigos e integrantes da ONG Anjos de Patas, que passaram a prestar homenagens nas redes sociais. Segundo Gabriela, o grupo também pretende organizar uma manifestação para pedir justiça pelo caso. O ato deve ocorrer após o velório e o sepultamento da voluntária, que ainda não tiveram data divulgada.
De acordo com a amiga, familiares e amigos defendem que a investigação considere o caso como feminicídio. Ela também contesta a versão de que Maria teria reagido ao suspeito durante a discussão que antecedeu o crime.
“O que estão falando é que foi uma luta corporal, mas isso não é o perfil dela. A Maria era pequenininha, delicada. A gente espera que esse caso não fique impune”, disse.
Entenda o caso
Maria Aparecida foi morta a facadas na tarde de quinta-feira (9), em um apartamento na Rua Padre Vieira, no Cambuí, em Campinas.
Segundo a secretaria de Segurança Pública (SSP), um homem de 30 anos se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, confessou o crime e foi preso em flagrante por homicídio qualificado. Em depoimento, ele afirmou que os dois discutiram por causa de uma dívida antes de entrarem em luta corporal.
A faca utilizada no crime e dois aparelhos celulares foram apreendidos para perícia. O caso foi registrado no Plantão do 1º Distrito Policial de Campinas como homicídio qualificado e segue sob investigação.
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VOCÊ VIU? Porsche pega fogo em Indaiatuba; veja imagem

Um carro de luxo da marca Porsche pegou fogo na tarde desta sexta-feira (10), na rua Prof. Oswaldo Antônio Tuon, no Jardim São Francisco, em Indaiatuba (SP). Segundo a Guarda Municipal, ninguém ficou ferido.
Em imagem enviada à EPTV Campinas é possível ver o veículo no meio da rua envolvido por fumaça e labaredas. O carro pegou fogo ao lado da Escola Municipal Prof. Aparecido Batista dos Santos.
O Corpo de Bombeiros está no local atendendo a ocorrência. A matéria será atualizada conforme novas informações forem confirmadas.
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