
Integrantes da Polícia Federal foram alvo nesta quinta-feira da nova fase da Operação Compliance Zero, que mira em suspeitas de crimes envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na ação também foi preso Henrique Vorcaro, pai do banqueiro. A investigação apura crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos. Um agente da corporação foi detido e uma delegada foi alvo de mandado de busca e apreensão. Os dois foram afastados do cargo.
Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. As ordens foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso Master na Corte.
A sexta fase da Compliance Zero mira em integrantes da chamada “Turma”, grupo coordenado por Vorcaro para intimidar e vigiar desafetos e acessar informações sigilosas de processos em curso. Henrique Vorcaro foi preso hoje em Nova Lima (MG) e levado à Superintendência da PF, em Minas Gerais.
Segundo as investigações, o pai de Vorcaro atuava em conjunto com o empresário Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, que era o responsável por operacionalizar as ações da “Turma”.
As apurações apontam que o grupo fazia atividades de vigilância e coleta de dados sobre indivíduos que ameaçavam os interesses de Vorcaro e do Master.
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Em uma mensagem interceptada pela PF, Vorcaro diz a Mourão para “dar um sacode” num chefe de cozinha ligado a um ex-funcionário. “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”, diz ele, na mensagem.
Em outra, Vorcaro pede a Mourão para “moer” uma pessoa que o estaria ameaçando: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.” Mourão, então, pergunta: “O que é para fazer?”. Ele responde: “Puxa endereço tudo”.
Sicário foi um dos alvos de mandado de prisão preventiva na Operação Compliance Zero deflagrada em março — a mesma que também prendeu o banqueiro. Ele, no entanto, tentou se matar numa cela da superintendência da PF em Minas Gerais e morreu alguns dias depois em decorrência dos ferimentos do ato.
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