
A Meta está transferindo cerca de 7 mil funcionários para novas funções ligadas à inteligência artificial, segundo um comunicado interno, como parte de uma ampla reestruturação que inclui cortes de pessoal previstos para o fim desta semana.
Os empregados serão realocados para alguns dos novos times focados em produtos de IA, incluindo agentes e aplicativos, de acordo com o memorando enviado na segunda-feira pela diretora de recursos humanos, Janelle Gale, obtido pela Bloomberg. A nova estrutura organizacional será “mais enxuta” e com “times menores”, escreveu Gale.
“Estamos convencidos de que isso vai nos tornar mais produtivos e tornar o trabalho mais gratificante”, acrescentou.
O presidente-executivo Mark Zuckerberg colocou a IA no centro da estratégia da companhia, redirecionando equipes e recursos para se concentrar mais diretamente nessa tecnologia em ascensão. A corrida para aprimorar a IA se tornou peça-chave tanto nos produtos voltados ao usuário final quanto na visão de longo prazo de Zuckerberg para a Meta. A empresa está investindo centenas de bilhões de dólares em talentos e infraestrutura para desenvolver grandes modelos de linguagem que sustentem chatbots e outros recursos para consumidores, numa tentativa de fazer frente a rivais como o Google, da Alphabet, e a OpenAI.
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A Meta também vem estimulando engenheiros a usar agentes de IA para apoiar tarefas de programação e outras rotinas, e o próprio Zuckerberg está desenvolvendo uma versão de si mesmo em IA para interagir com os funcionários.
A empresa já havia informado ao quadro de pessoal que pretende cortar 10% dos funcionários nesta quarta-feira — algo em torno de 8 mil pessoas — como parte de um esforço para ganhar eficiência e “compensar” os outros investimentos em IA. Segundo o memorando, funcionários na América do Norte foram orientados a trabalhar de casa nesse dia.
O New York Times já havia antecipado os planos da Meta de realocar funcionários.
© 2026 Bloomberg L.P.
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