A rede de saúde pública de Campinas enfrenta um cenário preocupante de superlotação nesta quinta-feira (18). Os hospitais municipais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) geridos pela Rede Mário Gatti operam com ocupação entre 95% e 100%.
A pressão sobre o sistema deve se intensificar devido ao anúncio de superlotação do Hospital PUC-Campinas, que informou, nesta quarta-feira (17), estar com 415% de sua capacidade no Pronto-Socorro adulto do Sistema Único de Saúde (SUS), com mais de 40 pacientes acomodados em macas nos corredores da unidade.
A Prefeitura de Campinas atribui o aumento na demanda à queda das temperaturas na região, o que eleva a procura por atendimento médico de casos de doenças respiratórias, infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais Isquêmicos (AVCI).
Urgência de mais leitos SUS nos hospitais de Campinas
Diante da situação, a Prefeitura solicitou com urgência ao Governo Estadual a ampliação de leitos SUS nos hospitais da cidade, que hoje conta com mais de 1 mil unidades ativas. A rede São Leopoldo Mandic foi habilitada para oferecer até 100 leitos adicionais. A habilitação foi publicada na última semana no Diário Oficial do Estado de São Paulo e responde a um chamamento público da secretaria Estadual de Saúde.
O Executivo municipal também solicitou ao Estado uma redução no fluxo de pacientes de outros municípios. Como Campinas é referência regional, os hospitais municipais absorvem entre 20% e 25% de pacientes de outras cidades, índice que sobe para 35% em unidades com leitos neonatais.
Pacientes podem ficar sem atendimento?
A Rede Mário Gatti reforça que, apesar da ocupação quase total, o atendimento segue o sistema “porta aberta”, garantindo que nenhum paciente que precise de internação fique sem assistência.
De acordo com a administração da rede, a ocupação nas unidades é dinâmica, com uma rotatividade diária de aproximadamente 30 internações e 30 altas. Autoridades da saúde, incluindo a Regulação Municipal, a Rede Mário Gatti e a Regulação Estadual, mantêm reuniões permanentes para discutir protocolos de contingência e aliviar a pressão sobre os hospitais UPAs de Campinas.
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Hospital da PUC tem superlotação de 415% acima da capacidade em PS adulto
OHospital da PUC-Campinas informou, no fim da tarde desta quarta-feira (17), que oPronto-Socorro (PS) adulto do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrenta superlotação, com ocupação de415% acima da capacidade.
De acordo com a administração do hospital, são 19 pacientes internados que precisam de cuidados intensivos e outros 44 que estão acomodados em macas nos corredores por causa da alta demanda de pessoas com quadros de alta complexidade, como doenças cardiovasculares.
O hospital tem contrato de 20 leitos para o SUS e a administração informa que não tem condições segurar para receber novos pacientes encaminhados pelo sistema. O Hospital da PUC pediu à Regulação Municipal para direcionar pacientes a outras unidades de saúde da cidade, garantindo a continuidade e a segurança da assistência.
A administração do hospital também pede à população para que procure outras unidades em caso de necessidade.

Segunda superlotação em menos de um mês
Há menos de um mês, o Pronto-Socorro Adulto do SUS do Hospital PUC-Campinas também enfrentou superlotação. No dia 25 de maio, tinha ocupação 390% acima da capacidade instalada.
Segundo o hospital, na ocasião, eram 18 pacientes que necessitam de cuidados intensivos e outros 47 acomodados em macas nos corredores, situação atribuída à alta demanda por atendimento.
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