A Prefeitura de Campinas começa, na manhã desta sexta-feira (3), a remoção de uma árvore com risco de queda na Praça do Coco, em Barão Geraldo. A intervenção foi autorizada pelo MP (Ministério Público), que acolheu os laudos técnicos apresentados pelo município e determinou que a extração fosse realizada com urgência por questões de segurança.
Segundo a Secretaria de Serviços Públicos, a árvore fica na área atualmente interditada da praça e apresentava degradação biológica que comprometia sua estabilidade. (Entenda mais da interdição abaixo)
A decisão do MP foi baseada em pareceres técnicos da Prefeitura e em uma análise realizada por especialistas da Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz).
O estudo avaliou duas árvores da espécie Ficus benjamina e concluiu que ambas estavam em “péssimo estado geral”, oferecendo risco permanente aos frequentadores da praça. O Ministério Público considerou válidos os laudos e autorizou a retirada da árvore que apresenta maior risco.
Como medida de compensação ambiental, a Prefeitura informou que irá plantar dois exemplares adultos de jequitibá-rosa no local. O município afirma que já iniciou o plantio de mais 50 mudas de espécies nativas na microfloresta em implantação na rotatória próxima ao Parque Hermógenes de Freitas Leitão Filho, na Cidade Universitária.
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Praça do Coco tem interdição parcial
A Prefeitura de Campinas interditou parcialmente a Praça do Coco, em Barão Geraldo desde o dia 2 de junho, como medida preventiva de segurança. A decisão ocorre em meio à discussão sobre a cortes e retirada de uma árvore da espécie Ficus apontada em laudo técnico como de alto risco de queda.
A área isolada compreenderá um raio de 22 metros ao redor da árvore localizada próxima ao parque infantil da praça. A medida foi adotada após despacho do Ministério Público (MP), emitido na última sexta-feira (29), que solicitou novas avaliações técnicas sobre o caso.
O MP também notificou o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) para apresentar uma análise sobre o contralaudo elaborado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), documento produzido a pedido da Prefeitura de Campinas.
Contralaudo aponta necessidade de remoção imediata
Segundo o estudo realizado pela Esalq-USP, a segunda árvore da espécie Ficus existente no local apresenta elevado risco de queda e deve ser removida.
O contralaudo aponta fragilidade estrutural da árvore, comprometimento da base por biodeterioração do colo e do tronco, agravado por infestação de cupins. O documento também cita instabilidade do solo causada por raízes afloradas e a presença de copa seca.
De acordo com os especialistas, as condições observadas podem resultar em acidentes graves caso ocorra a queda do exemplar.
Apesar da conclusão técnica, a retirada da árvore permanece suspensa. O Ministério Público estabeleceu prazo até quarta-feira (3), às 14h, para que o Comdema apresente sua manifestação sobre o caso.
A discussão ocorre após a suspensão da remoção da árvore remanescente determinada pelo MP, conforme noticiado anteriormente pelo acidade on Campinas.
Moradores protestaram contra corte na Praça do Coco
Em abril, moradores do distrito fizeram um protesto contra a extração de árvores da Praça do Coco, feita pela Prefeitura. A manifestação ocorreu após a retirada de duas árvores no local próxima da área do parquinho infantil.
Em maio a polêmica envolvendo as árvores da Praça do Coco ganhou novos capítulos após laudos técnicos divergirem sobre a necessidade do corte de árvores no local. Enquanto a Prefeitura de Campinas defende que os exemplares apresentavam risco de queda e comprometimento estrutural, análises feitas por engenheiros ligados à USP (Universidade de São Paulo), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e integrantes do Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) apontam que as árvores poderiam ter sido preservadas.
O caso gerou protestos de moradores, questionamentos sobre os critérios adotados pela Administração municipal e mobilização do MP (Ministério Público), que chegou a suspender novas extrações até a apresentação de contralaudos técnicos.
A decisão ocorreu após protestos de moradores e questionamentos sobre os cortes realizados no local. O MP pediu que a Prefeitura apresente um contralaudo técnico antes de qualquer nova intervenção. A Administração municipal informou que suspendeu a extração e que irá providenciar nova análise.

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