A Defesa Civil de Campinas instalou duas novas estações meteorológicas em escolas municipais para ampliar o monitoramento das condições do tempo e melhorar a emissão de alertas sobre eventos climáticos extremos.
Os equipamentos foram implantados na Emef/EJA Oziel Alves Pereira, no Parque Oziel, e no Centro de Educação Infantil Dr. Cláudio de Souza Novaes, no Jardim Florence I. As unidades estão em fase de validação.
As estações medem temperatura, umidade do ar, chuva, velocidade e direção do vento, pressão atmosférica, radiação solar e concentração de dióxido de carbono. Os dados são enviados à Defesa Civil em tempo real, com atualizações a cada cinco minutos.
Segundo a prefeitura, as informações permitirão acompanhar as condições meteorológicas de forma mais localizada e antecipar riscos em diferentes regiões da cidade.
“As escolas são locais estratégicos, distribuídos em diferentes regiões da cidade. Com essas estações, conseguimos acompanhar as condições meteorológicas de forma mais localizada, antecipar riscos e oferecer informações cada vez mais precisas para proteger a população”, afirmou o diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado.
Rede será ampliada em Campinas
Outras duas estações já haviam sido instaladas no MIS (Museu da Imagem e do Som), no Centro, e na Mata de Santa Genebra, em Barão Geraldo.
A próxima unidade será implantada no Centro de Educação Infantil Dr. Perseu Leite de Barros. Segundo a Defesa Civil, a expansão prioriza regiões mais suscetíveis a ocorrências provocadas por extremos climáticos.
O investimento é realizado com recursos das secretarias municipais de Educação e do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Além do monitoramento, a instalação dos equipamentos nas escolas deverá ser utilizada em atividades de educação ambiental.
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Alertas com inteligência artificial
A Defesa Civil também desenvolve projetos para integrar os dados das estações meteorológicas com informações de radares, sensores de raios e câmeras de monitoramento.
A previsão é utilizar inteligência artificial para cruzar esses dados e tornar os alertas mais regionalizados, além de acelerar as respostas durante temporais, ondas de calor, estiagens e inundações.
Antes do início da operação, agentes do Setor de Monitoramento e Alerta passaram por treinamento para interpretar os dados enviados pelas estações.
A ampliação da rede faz parte das ações municipais previstas nos planos de enfrentamento às mudanças climáticas e de redução dos riscos de desastres.
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Você viu? Advogado de Campinas encontrado morto em estrada de terra será enterrado hoje
Lucas Silva Lopes, o advogado de Campinas que foi encontrado morto em uma estrada de terra em Mogi Mirim, será encerrado nesta terça-feira (4). Ele desapareceu na noite do último sábado (1º), após deixar seu condomínio, e foi localizado na manhã do dia seguinte no Distrito Industrial Luiz Torrani. O velório acontece das 10h às 16h, no Cemitério Parque Hortolândia.
De acordo com a Guarda Municipal, o corpo de Lucas foi encontrado com sinais de violência e sem roupas. Na mesma região, também estava o carro da vítima, que era adaptado por conta de uma deficiência que o advogado tinha nas pernas. Segundo um familiar, o advogado foi visto pela última vez por volta das 23h de sábado.
O caso foi registrado como morte suspeita e é investigado pela Polícia Civil.

Advogado não tinha histórico de conflitos
Em entrevista à EPTV, o delegado de Mogi Mirim Fábio Chrysostomo, afirmou que os depoimentos de familiares apontam que Lucas não tinha histórico de conflitos.
“Todos os familiares e pessoas próximas que nós ouvimos relatavam que era uma pessoa muito bondosa de coração, e que não possuía nenhuma desavença com nenhuma outra pessoa”, disse.
Ainda assim, a polícia avalia a possibilidade do caso estar relacionado a um crime de ódio. Segundo o delegado, a hipótese ainda depende do avanço das investigações.

Quem era o advogado?
Lucas era formado em Direito pela PUC-Campinas, era mestre em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo e cursava doutorado na mesma universidade. Atualmente, ele trabalhava na Ambev AMBEV Jaguariúna e dava aulas na USP.
A vítima nasceu em Campinas, mas sempre morou em Hortolândia. Porém, faz um ano que ele estava de volta à cidade e residia em um apartamento na Vila Industrial.
A CCP (Casa da Criança Paralítica de Campinas), onde Lucas foi paciente diretor-secretário da organização, lamentou a morte e manifestou sua solidariedade aos familiares e amigos da vítima.
“É com profundo pesar que soubemos do falecimento de Lucas Silva Lopes, ex-paciente e Diretor-Secretário da Casa da Criança Paralítica. Lucas integrou a diretoria da instituição entre 2023 e o início de 2026, contribuindo de forma significativa para nossa missão. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e a todos que conviviam com Lucas”, disse em nota.
A Ambev também lamentou a perda e afirmou que está apoiando a família de Lucas. “A Ambev lamenta profundamente o falecimento de Lucas Silva Lopes e manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas neste momento de profunda tristeza. A companhia está prestando todo o apoio necessário à família”, disse.
*Com informações da EPTV Campinas
VIU ESSA? – Saiba quem são os advogados, pai e filha, investigados por suspeita de desviar dinheiro de clientes
A Polícia Civil investiga os advogados José Antônio Cremasco e Thaís Cremasco, pai e filha, suspeitos de receber valores de ações trabalhistas e previdenciárias e não repassar o dinheiro aos clientes. Além da investigação criminal, ambos respondem a processos disciplinares na OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), que tramitam sob sigilo no Tribunal de Ética e Disciplina.
Os dois são nomes bem conhecidos na advocacia campineira e acumulam passagens por entidades da classe, atividades acadêmicas e atuação em diferentes áreas do Direito.
Natural de Campinas, Thaís Cremasco estudou na Escola Comunitária de Campinas e se formou em Direito pela Facamp. É especialista em Gênero, Saúde da Mulher e Direitos Humanos pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.
A advogada atua principalmente nas áreas de Direito do Trabalho, direitos das mulheres e combate à violência de gênero e ao racismo. Thaís morou cerca de dez anos fora do Brasil, passando pelo norte da África, Europa e Emirados Árabes Unidos. Ao retornar ao país, retomou a carreira na advocacia em Campinas.
Em entrevista ao Grupo EP, a advogada afirmou que não se apropriou de recursos de clientes e atribuiu ao pai a responsabilidade pelos repasses financeiros do escritório(veja mais abaixo). Segundo ela, todos os advogados transferiam os valores recebidos em processos para uma conta administrada por José Antônio Cremasco. (Leia aqui)
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