A BYD segue trabalhando em sua nova picape feita especialmente para o Brasil. A chamada BYD Mako vai brigar com Fiat Toro, Volkswagen Tukan e Renault Niagara entre as picapes intermediárias e sua estreia está bem próxima. QUATRO RODAS apurou que o modelo sairá da linha de montagem em Camaçari (BA) entre outubro e novembro já com partes da carroceria estampadas localmente, podendo ter produção exclusiva para o mercado brasileiro.
De acordo com Alexandre Aquino, diretor de produto da BYD, a picape híbrida plug-in está em fase final de homologação e aguarda o início da operação de estamparia na fábrica de Camaçari. A unidade está começando a ganhar novos processos de manufatura, com as alas de pintura e solda começando a operar em setembro, enquanto a marca finaliza a instalação das suas prensas.
Anteriormente, fontes afirmavam que a Mako viria primeiro importada da China, para colocar a picape nas lojas enquanto a fábrica baiana era modificada com a adição das prensas, máquinas de solda e de pintura. No entanto, a BYD optou por esperar mais um pouco e lançar a picape já feita no país, o que empurrou o lançamento para o último trimestre.
Como a produção na China ainda não foi decidida, a possibilidade de importar as primeiras unidades da picape foi extinta, alterando o cronograma para o Brasil. Essa mudança evita que a picape seja taxada em 35%, referentes ao imposto de importação para carros híbridos e elétricos, o que afetaria o preço final. A fabricante terá que pagar imposto de importação apenas para outros itens, como o conjunto mecânico e a bateria, que são importados.

Neste cenário, esperar pela produção nacional fez mais sentido, ainda mais com a estreia do sistema híbrido flex no Song Pro, com quem a Mako vai compartilhar a motorização, plataforma e parte da carroceria. A picape adota a mesma estamparia frontal e os faróis do utilitário, porém terá uma grade dianteira com desenho próprio e recebe uma régua central projetada para a fixação da placa.
A carroceria conta com coluna traseira larga e integrada à caçamba, de volume visualmente reduzido. Na traseira, as lanternas verticais são conectadas por uma barra luminosa com prolongamentos nas laterais.

Ainda que seja menor que BYD Shark, a Mako quer ter seu espaço interno como maior argumento de venda. Isso porque a cabine tende a ser pouco menor que a do Song Pro e o espaço traseiro é um ponto fraco da Fiat Toro, que é a picape intermediária mais vendida do Brasil.
A BYD Mako é testada com mesmo painel do Song Plus, com o quadro de instrumentos alojado em uma cobertura e seletor de marcha no console.

A propulsão utiliza o sistema híbrido plug-in flex, batizado de DM-i 5.0. O motor 1.5 aspirado flex atua junto a uma unidade elétrica no eixo dianteiro. A potência máxima ainda dependerá da calibração final do conjunto híbrido. O Song Pro 2027 teve sua potência reduzida de 235 cv para 219 cv.
As duas portinholas laterais confirmam a capacidade de recarga na tomada. Não há dados oficiais sobre a bateria, mas o SUV equivalente oferece pacotes de 13,1 kWh e 18,3 kWh.

A suspensão traseira independente com braços sobrepostos tem calibração voltada para filtrar imperfeições do asfalto. A arquitetura beneficia a estabilidade e reduz os espaços de frenagem, embora sacrifique o transporte de carga pesada em vias esburacadas. Como diferencial frente a rivais recentes, a picape já possui homologação estrutural de fábrica para puxar reboque.
Uma configuração com tração integral é esperada para o futuro, com a adição de um motor elétrico traseiro. Essa versão entregaria algo ao redor dos 320 cv para disputar mercado com a Ford Maverick, que é um híbrido pleno – uma tecnologia que a BYD se nega a explorar.
