Quase um ano depois de chegar ao Brasil, a GWM Poer P30 amplia sua linha com uma nova versão chamada Pro, com foco em quem quer uma caminhonete mais simples e barata. A nova configuração estreia por R$ 205.000, perdendo alguns equipamentos de conforto e conveniência, mas tornando-se a picape média mais barata do país.
Na prática, a nova opção custa R$ 22.000 a menos que a intermediária Trail, criando uma alternativa mais acessível para quem precisa de capacidade de carga sem abrir mão da tração integral. Com a atualização, a gama da picape passa a contar com três configurações.
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GWM Poer P30 Pro: R$ 205.000
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GWM Poer P30 Trail: R$ 227.000
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GWM Poer P30 Exclusive: R$ 247.000
A nova versão é bem mais barata do que as rivais. Quem chega mais perto desses R$ 205.000 é a Fiat Titano Endurance, vendida por R$ 238.490. No caso das concorrentes mais vendidas, as configurações mais em conta são Cabine-Chassi, ao contrário da Poer, que é cabine dupla. A Ford Ranger XL CH custa R$ 248.600, a S10 WT Chassis Cab sai por R$ 255.590 e a Toyota Hilux Chassi Cabine é vendida por R$ 256.390.
A redução no preço exigiu concessões na cabine e na lista de tecnologias. A central multimídia, por exemplo, passou de 14,6″ para 12,3″, enquanto o quadro de instrumentos digital encolheu de 10,25″ para 7″. Apesar do corte no tamanho das telas, o sistema mantém a conectividade sem fio para Apple CarPlay e Android Auto.
A configuração Pro também perde itens que ajudavam a justificar o apelo das outras versões. Ficam de fora os retrovisores com rebatimento elétrico, os sensores de estacionamento dianteiros, a câmera 360° e o sistema de visão transparente do chassi. A picape também abre mão do carregador de celular por indução, da iluminação de assoalho e dos serviços conectados.

O conforto interno também sofreu baixas para viabilizar a redução de custos. Os bancos dianteiros perdem os ajustes elétricos, bem como os sistemas de aquecimento e ventilação presentes nas configurações mais caras. O acabamento interno é integralmente preto, reforçando uma proposta mais espartana e voltada ao uso severo.
Se a cabine ficou mais simples, o conjunto mecânico não sofreu reduções. A picape segue equipada com o motor 2.4 turbodiesel, que entrega 184 cv e 48,9 kgfm. A transmissão automática de nove marchas trabalha em conjunto com o sistema de tração 4×4, que oferece os modos 2H, 4H e 4L, além do bloqueio eletrônico do diferencial traseiro para situações de baixa aderência.
A segurança foi outro ponto poupado do corte de itens. A versão de entrada traz seis airbags e o pacote de assistências ADAS 2, que inclui controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem autônoma de emergência capaz de detectar pedestres e ciclistas. O alerta de colisão frontal e o reconhecimento de placas de trânsito também vêm de série.
Por fora, a picape assume uma estética mais contida. As rodas de liga leve dão lugar a um conjunto de aço de 18 polegadas pintadas de preto. Componentes como grade frontal, retrovisores e maçanetas perdem acabamentos elaborados em favor do preto fosco e cinza escuro. As opções de cores da carroceria se limitam a três tons sóbrios.
A linha 2027 também trouxe pequenas alterações para o restante da família. Todas as versões receberam atualizações estruturais na carroceria para atender a novos protocolos de segurança internacionais. Já a configuração topo de linha Exclusive passou a oferecer teto solar como opcional, que adiciona R$ 3.000 ao valor final (totalizando R$ 250.000).
