Durante a divulgação de seus resultados financeiros mais recentes, a Disney confirmou que pretende apostar em breve no segmento de canais gratuitos por streaming. Segundo o CEO da companhia, Josh D’Amaro, o formato vai ser importante para ajudar a companhia a aumentar suas receitas publicitárias.
O executivo também acredita que a solução é um bom meio de convencer uma maior parte do público a pagar por assinaturas da Disney+ e do Hulu. Assim, os novos canais preparados pela empresa devem trazer conteúdos selecionados para estimular consumidores a experimentar um catálogo mais amplo como o passo seguinte de suas experiências de entretenimento.
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Disney acredita que o streaming é o futuro da companhia
Durante uma reunião com acionistas, D’Amaro enfatizou que acredita que o streaming é um dos pilares mais importantes para o crescimento futuro da Disney. Vindo da divisão de parques, o CEO também afirmou que eles são igualmente relevantes, assim como é a divisão de experiências da corporação.
- Segundo o executivo, canais gratuitos são uma forma de conquistar consumidores que “são mais sensíveis a preços”;
- Ele também acredita que a Disney já possui um conteúdo bastante monetizado, o que abre espaço para aumentar rapidamente a venda de anúncios publicitários;
- “E, por fim, uma oferta gratuita poderia nos ajudar a impulsionar o crescimento de assinantes do Disney+ no topo do funil”, explicou;
- Ao mesmo tempo, D’Amaro esclareceu que a empresa não tinha mais detalhes a compartilhar, tampouco estava fazendo qualquer espécie de anúncio ou lançamento.
A estratégia da Disney, embora pareça ousada, não é exatamente inédita para o segmento de streaming. A própria Netflix, considerada o nome dominante no mercado, também estuda o lançamento de canais gratuitos e o estabelecimento de novas parceiras estratégias para continuar sua trajetória de crescimento acelerado.
Disney+ e Hulu são a base da estratégia atual da companhia
Durante a reunião com acionistas, D’Amaro também defendeu que a Disney+ e o Hulu são muito importantes para a corporação, e deixá-los de lado significaria “sacrificar todo o valor estratégico” que ela possui. O CEO argumenta que, atualmente, vale mais a pena investir em plataformas próprias do que no licenciamento de filmes e séries para redes lineares ou serviços de terceiros, conforme acontecia em um passado recente.
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“O modelo de licenciamento é um negócio complicado por natureza. Ele é sujeito a dinâmicas de oferta e demanda do mercado que variam conforme o momento”, explicou. Ele enfatizou que a Disney não vai abrir mão desse modelo, mas vai tratá-lo de forma secundária diante de outras prioridades mais importantes.
O CEO também afirmou que a manutenção de plataformas próprias dá à companhia acesso a informações importantes sobre consumidores, que ajudam a moldar seus produtos futuros. Para completar, ele explicou que a Disney+ vai continuar a se transformar e, no próximo ano, deve incorporar elementos de “games, merchandising e outras experiências” focadas na personalização e exclusividade.
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