
A Câmara dos Deputados da Argentina deve votar nesta quinta-feira (19) uma controversa reforma trabalhista apoiada pelo presidente Javier Milei, enquanto os sindicatos organizam uma greve nacional que paralisou partes do país.
A maior federação sindical da Argentina, a CGT, afirma que a reforma ameaça proteções trabalhistas de longa data, incluindo o direito à greve. Em resposta, a entidade lançou uma paralisação de 24 horas envolvendo trabalhadores do transporte, funcionários do setor público e bancários.
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Os grevistas se juntaram à federação dos trabalhadores marítimos, que iniciou uma paralisação de 48 horas na quarta-feira, visando as operações de navios de carga principalmente no porto de Rosário, um dos maiores centros de exportação agrícola do mundo.
O governo argumenta que o projeto de lei, aprovado na semana passada pelo Senado com o apoio do partido governista e seus aliados de centro-direita, incentivaria o investimento e promoveria o emprego formal. Os investidores estão observando para ver se Milei tem poder para continuar implementando sua agenda de livre mercado.
A reforma imporia novos limites ao direito de greve, exigindo que os serviços essenciais mantivessem operações mínimas durante as paralisações.
Também reduziria os custos de demissão para os empregadores, excluindo certos bônus da fórmula de compensação.
A votação na Câmara dos Deputados está prevista para o final desta quinta-feira. Quaisquer alterações ao projeto de lei o enviariam de volta ao Senado para uma votação final antes que ele possa se tornar lei.
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