O café, uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros e presença constante na rotina de milhares de moradores de Campinas e de todo o país, voltou ao centro das discussões nas redes sociais nos últimos dias. Publicações viralizaram afirmando que uma suposta mudança na fórmula do café comercializado no Brasil, em 2026, estaria provocando aumento dos casos de calvície.
A informação, no entanto, é falsa.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu que não houve qualquer alteração na composição do café vendido no Brasil, tampouco mudanças nas normas que regulamentam os ingredientes permitidos na fabricação do produto.
Anvisa nega mudanças na fórmula do café
Segundo as mensagens compartilhadas nas redes sociais, a indústria cafeeira teria passado a utilizar “produtos químicos tóxicos” autorizados recentemente pela Anvisa, que estariam relacionados à queda de cabelo.
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Em nota oficial, a agência negou a informação e afirmou que não existe qualquer evidência ou decisão regulatória que comprove essa alegação.

De acordo com a Anvisa, permanece em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 716/2022, que estabelece os padrões de identidade, qualidade e composição do café comercializado no país.
A norma também não sofreu alterações em relação aos aditivos autorizados.
Quais ingredientes são permitidos no café?
Segundo a Anvisa, atualmente apenas quatro tipos de aditivos são permitidos na fabricação do café industrializado:
- três acidulantes, utilizados para ajustar a acidez ou conferir sabor ácido;
- um aromatizante natural ou idêntico ao natural, empregado para intensificar aroma e sabor.
A agência também disponibiliza um painel público onde consumidores e fabricantes podem consultar todos os aditivos autorizados para alimentos comercializados no Brasil.
Café provoca queda de cabelo?
Até o momento, não existe comprovação científica de que o consumo de café cause calvície.
Especialistas explicam que a perda de cabelo está relacionada principalmente a fatores genéticos, hormonais, doenças, uso de medicamentos, deficiência nutricional e envelhecimento, e não ao consumo moderado da bebida.
Café pode trazer benefícios à saúde
Ao contrário da informação falsa que circula nas redes sociais, pesquisas científicas recentes apontam que o consumo moderado de café pode estar associado a benefícios para a saúde.
Estudos indicam que pessoas que consomem entre uma e três xícaras por dia podem apresentar maior probabilidade de envelhecer com boa saúde. Outras pesquisas também relacionam o hábito à redução do risco de doenças cardiovasculares.

Os especialistas ressaltam, porém, que esses benefícios dependem de um estilo de vida saudável e do consumo equilibrado da bebida. O excesso de açúcar ou a ingestão exagerada de café podem reduzir esses efeitos positivos.
É fake: café vendido no Brasil não mudou de fórmula
A Anvisa reforça que as mensagens que associam uma suposta mudança na composição do café ao aumento dos casos de calvície não têm qualquer fundamento.
A regulamentação do produto permanece inalterada, e não há evidências científicas que indiquem relação entre o café comercializado no Brasil e a queda de cabelo.
VOCÊ VIU? Trilha em território de onça em Campinas? Saiba se é possível encontrar o felino na Mata de Santa Genebra
Quem visita a Mata de Santa Genebra, em Campinas, costuma fazer a mesma pergunta: afinal, existe onça na floresta? A resposta é sim. O maior fragmento florestal da RMC (Região Metropolitana de Campinas) abriga uma onça-parda que vive na área há mais de uma década. Apesar disso, as chances de um visitante cruzar com o animal durante uma trilha são praticamente nulas.
A curiosidade é um dos destaques do segundo episódio da série especial Pelos Cantos de Campinas, produzida pelo acidade on em comemoração aos 252 anos de Campinas. Com uma área de aproximadamente 250 hectares — equivalente a cerca de 300 campos de futebol — a Mata de Santa Genebra preserva uma das mais importantes áreas de Mata Atlântica do interior paulista e abriga centenas de espécies de animais e plantas.
Segundo o biólogo Thomaz Henrique Barrella, da Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), a presença da onça-parda é conhecida e monitorada há muitos anos por meio de armadilhas fotográficas espalhadas pela mata.
“A gente já tem conhecimento de onça há bastante tempo e acompanha uma onça residente aqui há mais de 12 anos. Ela vive pela mata, já teve várias crias que acompanhamos e é registrada pelas armadilhas fotográficas. Mas as pessoas verem é muito difícil”, explica.
Por que é tão difícil encontrar uma onça na Mata de Santa Genebra?
Mesmo vivendo na floresta, a onça-parda evita qualquer contato com pessoas.
Segundo Thomaz, o felino possui hábitos discretos e normalmente percebe a presença humana muito antes de ser visto.
“Elas não querem esse contato. O ser humano não é visto como uma possível presa ou ameaça, então elas simplesmente se retiram do ambiente. Muito dificilmente vai acontecer um encontro desse tipo.”
O comportamento faz com que a espécie permaneça praticamente invisível para quem percorre as trilhas abertas à visitação (confira a matéria completa aqui).
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