O novo AUDI E7X acaba de ser revelado na China como o segundo fruto da parceria entre a Audi e a SAIC exclusivo para o mercado local. O SUV elétrico faz sua estreia no Salão de Pequim, trazendo uma arquitetura de 900 V que permite recargas ultra-rápidas e um nível de tecnologia interna voltado especificamente para o padrão de consumo digital chinês.
Diferente dos Audi globais, a nova marca (grafada apenas como AUDI, em letras maiúsculas e sem os quatro anéis) foca em um ecossistema digital integrado. O E7X é o primeiro SUV da linha baseado na Advanced Digitized Platform (ADP). Com 5,04 m de comprimento e um entre-eixos de 3,06 m, o modelo se posiciona em um segmento de luxo onde espaço e conectividade são mandatórios.
O SUV chega com duas opções de motorização. A versão de entrada tem tração traseira com 408 cv e 51 kgfm. Já a variante topo de linha, equipada com tração integral quattro, entrega 680 cv e 81,6 kgfm. Com esse conjunto, o E7X acelera de 0 a 100 km/h em 3,9 segundos.
As baterias têm capacidades de 100 kWh ou 109 kWh. Segundo o ciclo chinês (CLTC), a autonomia ultrapassa os 750 km na versão maior. A grande vantagem técnica está no sistema de 900 V: em carregadores de alta potência (4C), é possível ir de 10% a 80% da carga em apenas 13 minutos – mais rápido que um celular.

Por dentro, o E7X tenta mimetizar uma sala de estar premium. Há opções de quatro ou cinco lugares. Na configuração executiva de quatro assentos, os bancos traseiros são do tipo “gravidade zero”, com inclinação de até 120 graus, 23 airbags de ajuste pneumático e massageadores.
O entretenimento é garantido por uma tela de 21,4 polegadas que desce do teto para os passageiros de trás, além de um painel frontal curvo com resolução 4K de 27 polegadas que atravessa o cockpit de ponta a ponta. O sistema de som Bose conta com 26 alto-falantes, incluindo unidades nos encostos de cabeça para criar zonas de áudio individuais.

Produzido em Anting, Xangai, o AUDI E7X começará a ser vendido no primeiro semestre de 2026. Ele faz parte de uma ofensiva para recuperar terreno frente a marcas locais como NIO e BYD, que hoje dominam o topo da pirâmide de elétricos na China. Por enquanto, não há previsão de exportação do E7X para o Brasil ou Europa, uma vez que o projeto foi concebido exclusivamente para as demandas de infraestrutura e software do mercado chinês.
