Em ascensão, o mercado de blindagem no Brasil mudou de perfil, ficou mais popular e seguiu tendências. A lista dos dez carros mais blindados de 2026 tem predominantemente SUVs médios, além de alguns híbridos.
O ranking é liderado pelo Song Plus, seguido do Corolla Cross e Jeep Commander. Outra mostra de como o mercado está mais abrangente é de que o Volkswagen T-Cross, um SUV compacto, aparece na nona colocação entre os carros com esse tipo de segurança.
Veja os 10 carros mais blindados no Brasil até o 1º trimestre de 2026 (Abralin):
1º – BYD Song Plus
2º – Toyota Corolla Cross
3º – Jeep Commander
4º – Jeep Compass
5º – Volvo XC60
6º – GWM Haval H6
7º – BMW X1
8º – VW Taos
9º – VW T-Cross
10º – Toyota Corolla
Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), essa indústria evoluiu nos últimos anos e hoje apresenta materiais mais leves, projetos mais eficientes e blindadoras altamente especializadas. Isso permitiu ampliar o acesso à blindagem, o que tornou a experiência do usuário mais próxima à de um veículo original.
“Você investe em um veículo como o T-Cross ou em um outro da faixa, um Corolla Cross, um BYD, você tem aí um veículo na faixa de R$ 180 a R$ 230 mil mais o valor da blindagem vai para cerca de R$ 300 mil a R$ 350 mil. Então, para o poder de compra, para a renda, para o PIB brasileiro, é um valor alto. Por isso é que há uma demanda muito maior por veículos intermediários que possam ser blindados e que suportem a blindagem. No passado, a blindagem era excessivamente pesada. Hoje não, então um carro como esse também tem essa possibilidade de ser blindado e suportar bem”, explica Claudir Bertoldo, diretor-geral da Avallon Blindagens.
Quem é o motorista que blinda?
Se há um novo perfil para os carros, há também um novo perfil para os motoristas que contratam esse serviço. Há 10 anos, 80% dos proprietários de automóveis blindados eram homens. Hoje, esse cenário está muito mais equilibrado, com participação feminina próxima de 50% do mercado.
“Também houve uma mudança no perfil do cliente. Antes, a blindagem estava concentrada em empresários, executivos e proprietários de veículos de luxo. Hoje, observa-se um público muito mais diversificado, incluindo profissionais liberais, empreendedores, famílias e usuários de veículos médios que passaram a enxergar a blindagem como um investimento em segurança e qualidade de vida”, afirma Andréia Canassa, presidente da Abralin.
O número de blindagens continua concentrado em São Paulo, com 82%. Na sequência aparece o estado do Rio de Janeiro, com 8%. Pessoas físicas e jurídicas representam cerca de 85% da demanda, enquanto o restante se divide entre locadoras, segurança pública e aplicativos.

Blindagem em ascensão
Segundo a Abralin, durante os três primeiros meses de 2026 foram registradas 8.550 autorizações para blindagem no Brasil. O montante do primeiro trimestre representa um crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando houve 8.029 autorizações para proteção de carros emitidas pelo Exército, órgão que regulamenta o setor de blindagem no país.
