A Prefeitura de Campinas apresentou, nesta sexta-feira (15), um novo protocolo de combate a incêndios florestais no Pico das Cabras, em Joaquim Egídio, com atuação integrada entre as Defesas Civis de Campinas, Itatiba e Morungaba.
A iniciativa busca reforçar a prevenção e agilizar o combate às queimadas em uma área que já sofreu grandes impactos ambientais, como o incêndio de setembro de 2024, que destruiu cerca de 120 hectares de vegetação nativa.
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O protocolo será aplicado pela primeira vez de forma regionalizada e prevê monitoramento compartilhado, uso de drones térmicos capazes de identificar focos de calor e acompanhamento em tempo real das condições climáticas e da umidade do ar.
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Ampliação de capacidade preventiva
A ação foi apresentada no Observatório Municipal Jean Nicolini, no Pico das Cabras, área estratégica por fazer divisa entre os três municípios. Segundo a Defesa Civil, o objetivo é ampliar a capacidade preventiva e reduzir o tempo de resposta em casos de incêndio.
Entre as medidas previstas estão o monitoramento constante de queimadas, utilização de drones para identificação de calor e apoio logístico ao Corpo de Bombeiros, incluindo o abastecimento rápido de viaturas.
O coordenador da Defesa Civil de Campinas, Sidney Furtado, destacou a importância da prevenção e da estrutura logística para o combate às chamas.
“Esse é o modelo preventivo porque nós entendemos que ele é necessário. Às vezes, nós ficamos muito no enfoque de caminhos para combater o incêndio. Então, na realidade, nós precisamos de água para combater o incêndio. Então, nós precisamos ter estruturas logísticas para dar esse suporte de forma mais rápida, o monitoramento climatológico. Você se antecipar se está em estado de atenção. São ações que nós entendemos que são muito importantes de forma preventiva”, afirmou.
O novo protocolo também leva em consideração dificuldades enfrentadas em incêndios anteriores na região. Em setembro de 2024, um incêndio de grandes proporções mobilizou equipes de diversas cidades e o combate durou mais de 12 horas.
Na época, segundo o Corpo de Bombeiros, a ausência de pontos próximos de abastecimento dificultava a operação.
“Ainda não tínhamos a caixa d’água colocada aqui pela Sanasa. Então, o hidrante mais próximo ficava a cerca de 30 ou 40 minutos para fazer o reabastecimento de água e retornar às linhas de combate”, explicou o capitão do Corpo de Bombeiros, Luís Fernando Baccin.
Após o incêndio de grandes proporções, a região recebeu um reservatório de água de reuso para auxiliar em futuras ocorrências.
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Monitoramento e prevenção
O sistema apresentado pela Defesa Civil inclui drones equipados com sensores térmicos, monitoramento de focos de queimadas, análise da umidade do ar e acompanhamento meteorológico para identificar situações de risco antes que incêndios se espalhem.


A atuação conjunta entre Campinas, Itatiba e Morungaba também permitirá compartilhamento de informações e mobilização mais rápida das equipes em ocorrências próximas às áreas de divisa.
Em casos de incêndios florestais, moradores devem acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199.

Homem é denunciado pelo MP por provocar incêndio no Pico das Cabras
A Promotoria Criminal de Campinas protocolou, nesta segunda-feira (23), denúncia contra o homem que ateou fogo em área de mata na Estrada do Capricórnio, no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas. A região chamada Pico das Cabras conta com proteção ambiental criada pela Lei n.º 10.850/2001 e fica próximo ao Observatório Municipal Jean Nicolini.
O incêndio provocado no dia 9 de setembro tomou grandes proporções e consumiu uma extensa área de vegetação do local (área que corresponde a 120 campos de futebol), assustando moradores da região. Equipes da Defesa Civil de Campinas e do Corpo de Bombeiros atuaram por dias no combate às chamas.
“As chamas afetaram área de aproximadamente 195 hectares e expuseram a perigo a vida, a integridade física e o patrimônio de outras pessoas, atingindo ainda a sede de uma fazenda”, destaca a nota do Ministério Público de São Paulo.
O artigo 250 do Código Penal prevê para o crime pena de reclusão de 3 a 6 anos, podendo ser aumentada em um terço quando o incêndio é provocado em mata ou floresta.
Como o homem provocou incêndio no Pico das Cabras
Segundo a promotora Verônica Kobori, o homem denunciado carregou em seu carro sacos de estopa branca, frascos de inflamáveis e cera, usando os apetrechos para provocar o fogo.
O mesmo homem teria provocado queimadas em outros locais na região, entre as cidades de Joaquim Egídio, Morungaba e Itatiba, fato que vem sendo objeto de investigação pelas autoridades policiais das respectivas localidades.
O incêndio na região do Pico das Cabras é alvo também de um inquérito civil instaurado em 13 de setembro pela promotora Luciana Ribeiro Guimarães Viegas de Carvalho para, entre outros objetivos, apurar os danos ambientais e verificar as medidas necessárias para reparação.

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