Quem utiliza a bicicleta para trabalhar, estudar ou se deslocar pela região do Ouro Verde em Campinas passa a contar com um novo trajeto. A Prefeitura inaugurou nesta quarta-feira (1º) uma rota cicloviária de 8,5 quilômetros que liga a avenida Mercedes-Benz, no Distrito Industrial, ao Terminal Ouro Verde e ao corredor do BRT.
Segundo a Prefeitura, o novo percurso foi planejado para conectar áreas industriais, comerciais e equipamentos públicos, além de facilitar a integração da bicicleta com o transporte coletivo convencional e o sistema BRT.
A entrega marcou o início da programação oficial dos 252 anos de Campinas, comemorados em 14 de julho, e amplia a malha cicloviária do município para 132,19 quilômetros, entre ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas.
Leia também: Baterista vence concurso do Metallica com tábua de lavar e galinha de borracha; veja vídeo
Como é a nova rota cicloviária de Campinas
A infraestrutura começa no entroncamento da Rodovia Santos Dumont (SP-075) com a avenida Mercedes-Benz, no Distrito Industrial, e segue até o Terminal Ouro Verde.
Ao longo do percurso, foram implantados:
- 3,20 km de ciclovias;
- 2,40 km de ciclofaixas;
- 2,92 km de ciclorrotas.
O trajeto passa por importantes vias da região, como as avenidas Mercedes-Benz, dos Metalúrgicos e Barão Smith de Vasconcelos, além das ruas Fernando Paolieri, Martinho Lutero, Major Oswaldo Esteves, Arymana, Apiaba, Igaci, Alaor Corrêa Telles, Rafael Iório e Armando Frederico Renganeschi.
Bairros beneficiados
A nova rota atende moradores e trabalhadores de diversos bairros da região do Ouro Verde, entre eles:
- Distrito Industrial;
- Planalto de Viracopos;
- Jardim Aeronave;
- Jardim Adhemar de Barros;
- São Cristóvão;
- Jardim Cristina;
- Jardim Ouro Verde;
- Chácara São José.
Além de conectar empresas e áreas comerciais, o percurso também facilita o acesso a escolas, unidades de saúde e outros equipamentos públicos. Um paraciclo foi instalado no Terminal Ouro Verde para incentivar a integração entre bicicleta e transporte coletivo.

Ciclistas aprovam o novo trajeto
Quem já utiliza o percurso comemorou a entrega da infraestrutura. O mecânico aposentado Milton Costa, morador do Parque Dom Pedro II e ciclista desde a pandemia da covid-19, afirma que a nova rota trouxe mais conforto para os deslocamentos.
“Ficou ‘top’ demais!”, resumiu.
A dona de casa Adineuza Silveira de Sousa, que pedala há três anos, também aprovou a novidade.
“Melhorou bastante. Agora eu uso esse espaço, que é mais seguro. Já pedalei até 62 quilômetros nos fins de semana, mas durante a semana utilizo esse trajeto”, contou.
Local terá integração com o transporte público
A inauguração contou com a presença do prefeito Dário Saadi (Republicanos) e foi realizada em um trecho da ciclovia na avenida Mercedes-Benz, no Distrito Industrial.
Segundo o prefeito, a nova rota amplia as alternativas de mobilidade urbana na região.
“A bicicleta é uma alternativa de transporte cada vez mais importante. Essa rota facilita o deslocamento de quem trabalha na região, garante acesso ao Terminal Ouro Verde e à rede do BRT, oferecendo mais integração e segurança”, afirmou.
Os investimentos foram realizados por meio de contrapartida da empresa Savoy Imobiliária e Construtora Ltda., com gestão da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).

VOCÊ VIU? Entre máquinas e a chaminé: a história da fábrica Chapéus Cury que marcou a Vila Itapura
Uma chaminé solitária ainda resiste na Vila Itapura, em Campinas, como testemunha de um dos capítulos mais importantes da industrialização da cidade. Hoje cercada por novos empreendimentos, a estrutura é um dos poucos vestígios da antiga Fábrica de Chapéus Vicente Cury, que durante mais de um século movimentou a economia local, gerou empregos e ajudou a construir histórias de famílias campineiras.
Instalada em um quarteirão inteiro do bairro, a fábrica chegou a produzir milhares de chapéus por dia e se tornou referência nacional no setor. Mais do que um complexo industrial, o espaço marcou a memória afetiva de gerações de trabalhadores e moradores de Campinas.
Uma fábrica que cresceu junto com Campinas e com a Vila Itapura
A história da empresa começou em 1920, quando Miguel Vicente Cury — que mais tarde seria prefeito de Campinas entre 1948 e 1951 e novamente entre 1960 e 1963 — fundou a fábrica ao lado do pai, Vicente Cury.
Leia também: Muito além do aeroporto: conheça o Campo dos Amarais, um dos bairros mais históricos de Campinas
Antes da mudança para Campinas, a família mantinha uma pequena oficina de reforma de chapéus em Mogi Mirim. Com moldes de madeira e produção artesanal, os primeiros produtos eram confeccionados manualmente, acompanhando o início do processo de industrialização da cidade.
Com o passar das décadas e a modernização das máquinas, a fabricação evoluiu. O chapéu passou a ser produzido principalmente com pelo de coelho e vapor, técnica que exigia habilidade e conhecimento dos chapeleiros (leia mais aqui).
O post Campinas inaugura nova rota cicloviária de 8,5 km; veja local apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.
