Campinas receberá um data center de alta capacidade voltado ao processamento de aplicações de inteligência artificial, com investimento inicial de aproximadamente R$ 5 bilhões. O valor ainda pode quadruplicar, chegando a R$ 20 bilhões nas diferentes fases de implantação. Não foi divulgado quando as obras começarão.
A previsão é que o projeto crie cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (20) pelo Managing Director da Actis e CEO interino da TERRANOVA, Mauricio Giusti, durante cerimônia realizada na Fazenda Pau D’Alho, no distrito de Barão Geraldo.
O projeto será implantado no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), onde a TERRANOVA foi a primeira empresa a receber incentivo fiscal. O alvará para a implantação do empreendimento também foi entregue durante o evento, autorizando o início das obras.
O Campus Campinas ocupará uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados, com cerca de 115 mil metros quadrados destinados à área construída.
Campinas inserida na nova economia digital
Na cerimônia, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) destacou que a instalação do empreendimento reforça a capacidade de Campinas de atrair investimentos estratégicos e amplia a presença do município na nova economia digital.
“Campinas tem uma trajetória consolidada na ciência, na tecnologia e na atração de empresas de alta complexidade. Um investimento desta dimensão mostra que a cidade está preparada para receber uma infraestrutura fundamental para o avanço da inteligência artificial e para gerar novas oportunidades para a população”, afirma Saadi.
Infraestrutura para a economia da inteligência artificial
O Campus Campinas terá uma subestação com capacidade inicial de 300 MW, com possibilidade de expansão para até 1 GW. Na primeira fase, estão previstos 216 MW de capacidade de tecnologia da informação (TI), com áreas reservadas para futuras expansões que podem elevar essa capacidade para 386 MW.
A estrutura será dedicada a operações de alta capacidade de processamento, atendendo à demanda por infraestrutura para inteligência artificial e outros serviços digitais.
“O início das obras representa um passo histórico para a TERRANOVA e para a infraestrutura digital da América Latina. Estamos construindo um complexo de data centers projetado especificamente para a era da IA, que oferece a máxima capacidade de processamento aos hyperscalers globais e utiliza tecnologias inovadoras de sustentabilidade. Este empreendimento coloca Campinas e o Estado de São Paulo no mapa global dos data centers e demonstra que construir de forma sustentável pode reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente”, destaca Mauricio Giusti.

Tecnologia e sustentabilidade
Um dos diferenciais do projeto é a adoção de tecnologia de resfriamento líquido em circuito fechado, que reduz o uso de água no processo de refrigeração dos equipamentos. Segundo a empresa, a solução também contribui para a eficiência energética da operação.
Do total da área do empreendimento, aproximadamente 285 mil metros quadrados serão preservados como áreas verdes ou destinados ao município. O projeto também prevê equipamentos e infraestrutura urbana, como vias públicas e sistemas de tratamento de água e esgoto.
Ainda estão previstas parcerias com universidades, centros de pesquisa e instituições de capacitação da região para a formação de profissionais especializados. A implantação do campus está prevista em diferentes fases, com expansão da estrutura até 2029.
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Campinas contrata totens de autoatendimento para agilizar atendimento em unidades de saúde
Campinas terá 93 totens de autoatendimento na rede municipal de saúde para agilizar a emissão de senhas, reduzir o tempo de espera e organizar o fluxo de pacientes nas unidades. Os equipamentos serão instalados em 86 serviços, entre Centros de Saúde, Centros de Especialidades e outras unidades, como o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Os outros sete serão mantidos como reserva técnica.
A contratação da empresa responsável pelos equipamentos foi homologada pela Prefeitura de Campinas e tem valor global de R$ 1,49 milhão. A medida prevê a locação dos totens, além da disponibilização do sistema de software, instalação e manutenção.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os equipamentos permitirão que os usuários retirem as senhas de atendimento de maneira rápida e autônoma. A expectativa da Pasta é que a tecnologia contribua para melhorar a organização do atendimento e diminuir o tempo de espera nas unidades (clique aqui para ler a matéria completa).
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