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Chevrolet Sonic, Fiat Pulse ou VW Tera, qual SUV derivado de hatch entrega mais?

por SampaNews 18 de junho de 2026
18 de junho de 2026
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O segmento de SUVs derivados de hatches compactos acaba de ganhar mais um competidor, o Chevrolet Sonic, declaradamente o SUV do Onix. Apesar de resgatar o nome de um hatch vendido no Brasil entre 2012 e 2014, o modelo é inédito, com desenvolvimento local para enfrentar concorrentes como Fiat Pulse e VW Tera – SUVs de Argo e Polo, respectivamente, repetindo a rivalidade que já existe entre os hatches.

O Sonic estreia em duas versões, Premier (R$ 129.990) e RS (R$ 135.990), ambas topo de linha, com motorização turbo. Após um período definido como “de lançamento”, sem duração especificada pela marca, os preços subirão para R$ 134.990 e R$ 140.990, respectivamente.

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Ao menos por ora, não há versões básicas ou com motor aspirado, o que poderá acontecer no futuro. Isso abre margem para que Tera e Pulse sigam com um maior volume, já que o Volks oferece quatro versões (com três mecânicas distintas), entre R$ 107.190 e R$ 146.190, e o Fiat, seis (com quatro mecânicas), de R$ 103.990 a R$ 151.490 nas configurações comuns. E há ainda o Abarth, de R$ 162.490.

Três SUVs compactos estacionados em piso de paralelepípedos: um Volkswagen Tera vermelho, um Chevrolet Sonic cinza e um Fiat Pulse cinza, com árvores e prédios ao fundo sob céu azul
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

QUATRO RODAS teve acesso em primeira mão a uma unidade da versão RS, gentilmente cedida pela concessionária West Motors, do Grupo Stefanini, de Piracicaba (SP), e, por esse motivo, o carro não foi submetido ao nosso teste-padrão, em pista.

Mas não perdemos tempo e chamamos os rivais, Pulse e Tera, para aquela clássica encarada dos combates entre os lutadores de boxe, antecipando o que vem por aí no mercado.

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O Renault Kardian não entrou nesta recepção de boas-vindas ao Sonic por ter menor participação nas vendas do segmento. Convocamos as versões mais caras dos outros dois: o Tera é representado pela High, de R$ 146.190, e o Pulse, pela versão Impetus Hybrid, que parte de R$ 151.490. Os números de desempenho mostrados são sempre os oficiais das fábricas.

3º – Fiat Pulse Impetus Hybrid

Carro Fiat Pulse cinza-escuro com teto preto, visto de traseira lateral, estacionado em piso de blocos de concreto, com árvores e céu azul ao fundo
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Primeiro do trio a chegar ao mercado, em 2021, o Fiat Pulse também foi o primeiro a ter um conjunto mecânico eletrificado, do tipo híbrido leve, a partir de 2024. Uma pequena bateria de 12 V auxilia o motor 1.0 turbo de 125/130 cv (gasolina/etanol) e 20,4 kgfm para reduzir o esforço das acelerações e, assim, o consumo de combustível.

Segundo o Inmetro, as médias ficam em 12,6 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada, com gasolina, mas elas não são as melhores daqui, colocando em dúvida a eficiência do sistema MHEV – que, ao menos, libera o modelo do rodízio veicular de São Paulo (SP).

Interior de um carro Fiat, com volante multifuncional em couro preto e logo Fiat. Painel digital exibe velocímetro e informações do veículo. Central multimídia com mapa de navegação, botões de controle de ar-condicionado e câmbio automático. Bancos de couro pretos e detalhes prateados no painel e portas.
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas
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O câmbio CVT também prioriza o consumo, embora não deixe o Pulse lento. Pelo contrário: ele é o mais rápido e ágil da disputa e, segundo a Fiat, leva 9,7 s para ir de 0 a 100 km/h, bom desempenho perceptível em saídas e retomadas. Ainda na condução, o Pulse tem a direção leve e a suspensão firme e robusta, que enfrenta com tranquilidade a buraqueira do asfalto brasileiro, além de valetas e elevações.

Interior de um carro moderno, mostrando o banco do motorista e do passageiro dianteiro em couro preto com costuras brancas. O volante e o painel com tela multimídia são visíveis, assim como a alavanca de câmbio automático. A porta do motorista está aberta, revelando o acabamento interno em tons escuros. O fundo é branco, isolando o veículo
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Porém, faltam ajustes finos nas incômodas vibrações vindas do motor e do asfalto, e no barulho do motor que invade a cabine. Um problema crônico também faz com que haja um ruído de vento vindo das janelas traseiras, caso já apresentado no nosso Pulse Impetus Hybrid de Longa Duração.

Por fim, incomoda o fato de o start-stop não poder ser desligado. A Fiat justifica dizendo que, já que a proposta do modelo é ser mais econômico e ecologicamente correto, não faria sentido abrir mão do recurso. Mas é bastante ruim.

Interior de um carro com bancos traseiros e dianteiros em couro preto, costuras brancas e encostos de cabeça. As portas têm detalhes texturizados e as janelas mostram um fundo branco
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas
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O Pulse tem o menor espaço interno do trio, porém acomoda de forma suficiente pessoas de estatura média, com aproximadamente 1,75 m. O porta-malas também é o menor, com cerca de 320 litros (VDA). Atrás, há apenas uma porta USB do tipo A.

Outro ponto negativo está no acabamento, que já demonstra sua idade e é o pior visto por aqui. Não há nenhum aplique macio no painel, apenas uma faixa plástica texturizada que imita alumínio, e há problemas de alinhamento de peças em diversos pontos – como no porta-luvas e próximo ao botão de partida do motor, por exemplo.

Porta-malas de um carro hatch cinza, visto de cima para baixo, com o compartimento vazio e os bancos traseiros rebatidos, revelando o forro de carpete escuro e o acabamento interno
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Para minimizar o aspecto de simplicidade, em 2025 o modelo ganhou uma porção almofadada nas portas dianteiras, mas apenas para a versão topo de linha, aqui apresentada. Por outro lado, os bancos trazem revestimento sintético de boa qualidade.

Entre os equipamentos de série, ele vem com faróis de led automáticos, rodas de 17”, retrovisores com rebatimento elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, sensores dianteiros e traseiros, carregador de celular por indução, monitoramento de pressão dos pneus, ar digital de uma zona, piloto automático, quadro de instrumentos de 7” e multimídia de 10,1” com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

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Painel digital de carro moderno com tela preta exibindo informações em branco e vermelho. No centro, velocímetro marcando 0 km/h, com a palavra HYBRID abaixo. À esquerda, autonomia de 331 km e à direita, hodômetro de 5687 km. No canto superior direito, temperatura externa de 16°C. Luzes de advertência acesas em laranja e vermelho, e medidor de combustível quase cheio
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Inclui ainda frenagem automática de emergência, alerta de mudança involuntária de faixa com correção e farol alto automático, mas são apenas quatro airbags e falta alerta de pontos cegos e ACC. O teto solar fixo, lançado em 2025, é um opcional de R$ 4.990 em um pacote que inclui iluminação nos para-sóis e faróis de neblina de led.

Ou seja, uma lista boa, mas que deve em tecnologia e segurança ao se considerar que o Pulse Impetus Hybrid é o mais caro deste comparativo. Ele custa a partir de R$ 151.490, sem entregar nenhum item de série que esteja ausente nos rivais.

Parte traseira do console central de um carro, com acabamento preto fosco, um porta-objetos e uma porta USB-C iluminada na parte inferior, entre dois bancos de couro escuro
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

O Fiat também sente a idade no visual, já que está há cinco anos no mercado sem grandes mudanças – a reestilização de 2025 deu a ele uma nova dianteira, mas de alterações discretas. A traseira não mudou. Além disso, ele ainda demonstra sua origem, do Argo, nas portas e no recorte da tampa traseira. Isso também acontece com o Sonic, que deixa visível a genética do Onix. Não é um problema, mas o VW Tera tem um design mais bem resolvido, com carroceria exclusiva.

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Veredicto – Fiat Pulse

O Pulse apresenta o melhor desempenho e um bom consumo (sem relevância do sistema MHEV). Além disso, tem o menor espaço interno, menos equipamentos e com vibrações incômodas, mesmo sendo o mais caro do comparativo.

Tela multimídia de carro exibindo duas seções: à esquerda, um ícone de nota musical e o texto Conect. disp., e à direita, um mapa de navegação com a Avenida dos Bandeirantes destacada. Na parte inferior, ícones de menu como Principal, música e carro.
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Ficha técnica – Fiat Pulse Impetus Hybrid

Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cilindros, turbo, 12V, 999 cm³, 125/130 cv (gasolina/etanol) a 5.750 rpm, 20,4 kgfm a 1.750 rpm; elétrico, 12 V, 4 cv, 1 kgfm Câmbio: automático, CVT, 7 marchas simuladas, tração dianteira Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.) Freios: disco vent. (diant.), tambor (tras.) Rodas e pneus: liga leve, 205/50 R17 Dimensões: comprimento, 409,9 cm; largura, 198,9 cm; altura, 155,2 cm; entre-eixos, 253,2 cm; peso, 1.245 kg; porta-malas, 320 l (aprox.); tanque, 45 l Desempenho: 0 a 100 km/h, 9,7 s Consumo: 12,6 km/l (urb.); 13,9 km/l (rod.)

2º – Chevrolet Sonic RS

SUV compacto Chevrolet Sonic cinza claro, com rodas pretas e detalhes em plástico preto nas caixas de roda e para-choques, estacionado em piso de asfalto rachado, com árvores verdes e céu azul com nuvens ao fundo
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Mesmo já considerando seus preços cheios, o Sonic RS segue como o mais barato da disputa, por R$ 140.990. Ele tem ainda outro importante título, o de mais espaçoso, e leva dois ocupantes de média estatura sem nenhum aperto no banco traseiro. Mas o destaque fica para o bom porta-malas de 392 l, graças ao maior balanço traseiro em relação ao Onix.

Mas este maior balanço também gera uma polêmica: a GM usa de artifício para classificar o Sonic como um SUV cupê, a exemplo de VW Nivus e Fiat Fastback. Porém, não passa de uma estratégia para tentar elevar o status do carro e alinhá-lo a modelos do andar de cima. Na prática, ele é um SUV subcompacto convencional, como Tera e Pulse.

Interior de um carro cinza claro, mostrando o banco do motorista e do passageiro dianteiro em couro preto com costura vermelha nos encostos de cabeça, o volante e parte do painel escuros
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

De lado, é fácil reconhecer seu modelo de origem, o Onix. Portas, janelas e as colunas traseiras são as mesmas do hatch. Isso não é necessariamente demérito. Há um bom trabalho de integração do design, com um aerofólio na traseira, apliques plásticos laterais e a suspensão elevada, que dão mais robustez ao SUV.

A dianteira traz uma solução de design que já pode ser considerada clichê, com faróis (full-led) divididos. A traseira tem personalidade e se inspira no Equinox elétrico com a iluminação tracejada das lanternas, que são as únicas interligadas do segmento.

Interior de um carro, mostrando os bancos traseiros de couro preto com costura vermelha e cintos de segurança vermelhos. A porta traseira está aberta, revelando o painel escuro e parte do banco dianteiro. O exterior do carro é cinza claro
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

O interior do Chevrolet, porém, pode decepcionar quem espera pela mesma dedicação dada ao exterior. O layout interno é o mesmo do Onix, em uma composição simples de desenho e acabamento, com materiais predominantemente rígidos e sem tantas variações de brilhos e texturas, e elementos antiquados, como os comandos do ar-condicionado (digital, mas de uma zona).

Na versão RS, há detalhes em vermelho nas saídas de ar e na faixa central do painel, que recebe um revestimento sintético macio. E também há vermelho nos cintos de segurança e nas costuras de bancos e volante.

Porta-malas de um carro cinza, visto de dentro para fora, com o banco traseiro rebatido e o assoalho preto texturizado, revelando um amplo espaço de carga
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

O Sonic tem uma lista de equipamentos fechada, sem opcionais, mas completa. Inclui: ar digital, faróis full-led com fachos baixo e alto automáticos, carregador sem fio, chave presencial, câmera de ré, faróis de neblina de led, seis airbags, alerta de ponto cego, alerta de pressão dos pneus, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência.

Como exclusividade, o SUV da GM traz sistema de estacionamento semiautônomo. O quadro de instrumentos de 8” tem visualização simples, e a multimídia, de 11”, é básica, mas funcional, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

Painel digital de carro com velocímetro marcando 0 km/h, conta-giros em 0 RPM, indicador de combustível quase vazio e temperatura normal. Luzes de alerta de cinto de segurança, motor e freio de mão acesas, além do farol baixo ligado
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

A mecânica foge à hereditariedade e, diferentemente de todo o restante do projeto, não tem o Onix como referência, mas o SUV Tracker. Isso porque o motor utilizado pelo Sonic é o do irmão maior, que diferencia-se por ter injeção direta de combustível. Falamos sobre um 1.0 turbo flex de três cilindros com 115 cv e 18,9/18,3 kgfm (etanol/gasolina), que mantém a polêmica correia banhada a óleo, e é acompanhado pelo câmbio automático de seis marchas.

Com esse conjunto, a marca promete uma aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 10 s. No consumo, as médias divulgadas pelo Inmetro são de 12,1 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada, com gasolina. Ou seja, números semelhantes aos dos concorrentes.

Ao volante, o desempenho do Sonic é notável. Ele tem boas saídas e retomadas, e é ágil, características herdadas do Onix. Junto a isso estão a direção leve e direta, e a suspensão com ajuste firme, que também remete ao hatch. A estrutura não chega a passar pancadas abruptas aos ocupantes e pode ser divertida para quem gosta, mas um nível a mais de maciez, algo mais próximo do que se vê no Tracker, seria melhor para o conforto.

Painel digital de carro com tela preta exibindo controles de ar-condicionado em azul claro, temperatura de 15 graus e hora 12:35. Abaixo, saídas de ar com detalhes vermelhos
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Em asfaltos mais irregulares ou em estradas de terra batida, a rigidez incomoda. Também pode estragar a viagem as vibrações e os ruídos do motor, tanto com o veículo parado quanto em movimento. Falta isolamento mais eficiente.

Veredicto – Chevrolet Sonic

Mais barato e mais espaçoso do trio, o Sonic também é bem equipado e se vale do fator novidade. Mas deve refinamento no que diz respeito a vibrações e ruídos, e no acabamento interno, com detalhes insuficientes para um modelo inédito.

Detalhe do console central de um carro, mostrando uma porta USB-C e uma porta USB-A em um compartimento, com um carregador por indução abaixo e parte do câmbio à direita
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Ficha – Chevrolet Sonic RS

Motor: flex, dianteiro, transv., 3 cil., turbo, 12V, 999 cm³, 115 cv a 5.000 rpm, 18,3/18,9 kgfm (gasolina/etanol) a 1.800 rpm Câmbio: aut., 6 marchas, tração diant. Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.) Freios: disco vent. (diant.), tambor (tras.) Rodas e pneus: liga leve, 205/50 R17 Dimensões: comprimento, 422,8 cm; largura, 177,3 cm; altura, 153,2; entre- -eixos, 255,1 cm; peso, 1.139 kg; porta-malas, 392 litros; tanque, 44 litros Desempenho: 0 a 100 km/h, 10 s (aproximado) Consumo: 12,1 km/l (urb.); 14,8 km/l (rod.)

1º – Volkswagen Tera High

SUV Volkswagen Tera vermelho estacionado em uma área pavimentada com árvores verdes ao fundo e céu azul com nuvens
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

O VW Tera é o atual líder dos SUVs subcompactos e campeão neste confronto de boas-vindas ao Sonic – o outro foi em sua estreia, em 2025, contra Fiat Pulse e Renault Kardian. Os motivos que o levaram à vitória são basicamente os mesmos.

A começar pela modernidade do projeto, manifestada em um conjunto mais tecnológico. O quadro de instrumentos de 10,25” é o maior e mais detalhado da categoria; a multimídia, de 10,1”, tem Android Auto e Apple CarPlay sem fio, layout moderno, assistente virtual por IA e boa usabilidade.

Interior de um carro vermelho, mostrando os bancos dianteiros pretos com costuras brancas e o nome TERA bordado no encosto do passageiro. O volante e parte do painel são visíveis à esquerda
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Entre os equipamentos, o modelo traz, de série, frenagem automática de emergência com detecção de pedestres, seis airbags, câmera de ré, carregador de celular sem fio, ar digital de uma zona com comandos sensíveis ao toque, faróis full-led automáticos, alerta de pressão dos pneus, sensor de chuva e sensores de estacionamento dianteiros e traseiros.

Só ele tem quatro USB do tipo C, piloto automático adaptativo (ACC) e detector de fadiga. Recursos que justificam os R$ 5.200 a mais em relação ao Sonic. Porém, os assistentes de pontos cegos e permanência em faixa são opcionais e custam, juntos no pacote ADAS, R$ 3.020. Ainda assim, com o valor extra, o Tera segue na vantagem diante dos concorrentes.

Interior de um carro vermelho, mostrando os bancos traseiros e parte dos dianteiros. Os bancos são pretos, com detalhes em tecido texturizado e costuras claras. O piso é forrado com carpete preto, e as portas têm acabamento escuro com maçanetas prateadas. A luz natural entra pelas janelas, destacando o espaço interno do veículo
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Outro ponto alto do Volks está no acabamento e na personalidade do layout interno, que, assim como a aparência externa, não compartilha desenho com o Polo. Embora haja predominância de plásticos rígidos, os materiais utilizados são de boa qualidade, com texturas variadas, e a construção é superior até em relação ao Nivus.

Para reforçar, há detalhes em preto e prata, uma faixa central acolchoada e com revestimento sintético (o mesmo dos bancos), além de iluminação ambiente abaixo da faixa revestida. Ainda no interior, o Tera tem bom espaço, mas sem destaques. O porta-malas, por exemplo, fica entre os rivais, com seus 350 litros.

Porta-malas de um carro vermelho, visto de cima, com o assoalho forrado em carpete escuro e as laterais em tecido cinza. O banco traseiro está rebatido, revelando os encostos com dois símbolos ISOFIX e um zíper central. A tampa do porta-malas está aberta, mostrando a parte interna do veículo.
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

O Tera tem na mecânica atributos que contribuem para a sua vitória, mas outros que lhe tiram pontos. O motor 1.0 turbo flex de três cilindros é o mesmo utilizado em Polo e Virtus, com 116/109 cv (etanol/gasolina) e 16,8 kgfm, acompanhado pelo câmbio automático de seis marchas nas versões Comfort e High. Ou seja, um conjunto estabelecido e com foco no baixo consumo de combustível.

Segundo os números do Inmetro, o modelo chega às médias de 12,2 km/l na cidade e 14,5 km/l na estrada, com gasolina. Por outro lado, ele paga o preço no desempenho: de acordo com a Volkswagen, são 11,8 s para a aceleração de 0 a 100 km/h, o pior tempo entre os rivais.

Painel digital de carro com velocímetro marcando 0 km/h, conta-giros em P, e informações de viagem: 44 km percorridos, 2h45 de duração, 16 km/h de velocidade média, e consumo de 9.2 km/l. A hora é 15:44 e a temperatura externa 20.5°C. O hodômetro registra 11535 km
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

Na prática, é um desempenho apenas suficiente para rodagens urbanas, mas as saídas exigem mais paciência e planejamento pela demora na resposta – uma das situações de alerta está em cruzamentos em vias movimentadas. Em rodovias, falta fôlego ao SUV, especialmente em retomadas e ultrapassagens – mesmo que o câmbio seja posicionado em “S”, algo como um modo esportivo.

Tela de infoentretenimento de carro com interface azul escura exibindo três cartões de aplicativos: Rádio (104.3 FM), Waze e Telefone. Ícones de controle de mídia e atalhos laterais para configurações e funções do veículo estão visíveis
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

No comportamento dinâmico, o Tera é disparado o melhor da categoria, com uma condução típica de um Volkswagen. Ou seja, tem a direção direta, sem ser leve demais, e suspensão firme, mas sem a rigidez do concorrente da GM. Pelo contrário, o Tera é o mais dócil da categoria, com conforto e maciez superiores ao dos outros VW, mas mantendo a firmeza que garante a condução estável e segura.

Chama a atenção ainda o bom tratamento de NVH (Noise, Vibration and Harshness). A sigla, que na tradução livre para o português significa “ruído, vibração e aspereza”, é um indicador de conforto de condução, que mede os níveis de vibrações, ruídos e impactos indesejados de um veículo.

Duas portas USB-C brancas, com ícones de carregamento e dados, em um painel preto texturizado de carro
<span class="hidden">–</span>Fernando Pires/Quatro Rodas

No Tera, o bom nível se traduz em uma condução silenciosa e suave, digna de categorias superiores. É exatamente o oposto do relatado para o Pulse, que transmite ruídos e vibrações em excesso aos ocupantes do veículo.

Veredicto – Volkswagen Tera

O VW Tera vence o comparativo por ter mais tecnologia e personalidade no conjunto, com melhor acabamento. O destaque fica para a boa dinâmica e o isolamento de vibrações e ruídos. Porém, seu pior desempenho exige adaptação.

Ficha técnica – Volkswagen Tera High

Motor: flex, dianteiro, transv., 3 cil., turbo, 12V, 999 cm³, 109/116 cv (gasolina/etanol) a 5.000 rpm, 16,8 kgfm a 1.750 rpm Câmbio: aut., 6 marchas, tração diant. Direção: elétrica Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.) Freios: disco vent. (diant.), disco sólido (tras.) Rodas e pneus: liga leve, 205/55 R17 Dimensões: comprimento, 415,1 cm; largura, 198,6 cm; altura, 150,4 cm; entre-eixos, 256,6 cm; peso, 1.169 kg; porta-malas, 350 litros; tanque, 49 litros Desempenho: 0 a 100 km/h, 11,8 s Consumo: 12,2 km/l (urb.); 14,5 km/l (rod.)

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