Responsável por liderar a reestruturação interna da Meta intensificando o uso de inteligência artificial generativa no trabalho, a vice-presidente de gestão de produtos, Emily Dalton Smith, está deixando a empresa. A informação consta em um documento obtido pela Reuters na quarta-feira (17).
Trabalhando na big tech desde 2015, ela atuou anteriormente em cargos relacionados à rede social Threads e outros setores, e por último chefiava a unidade que cuidava do assistente de IA corporativo Metamate, cujo foco é a implementação de agentes autônomos. A dona do Facebook não comentou sobre a saída.
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IA no trabalho
À frente da iniciativa “AI for Work”, que reforça o uso de tecnologias inteligentes no aumento da produtividade no trabalho, Smith planejava reunir todos esses recursos no Metamate. Em um memorando interno recente, também visto pela agência de notícias, ela disse que o sistema estava fragmentado.
- “Nosso objetivo é fazer do Metamate o ponto de partida para todos os tipos de trabalho — desde pesquisas aprofundadas até a criação de protótipos de novos recursos e a elaboração de apresentações de vendas”, disse a chefe, no texto;
- Entre os recursos que a plataforma incorporaria estavam IAs capazes de navegar pelos arquivos de trabalho, coordenar códigos a partir de chats e armazenar históricos de interações;
- Também era previsto o uso de ferramentas da Manus, startup de agentes de IA sediada em Singapura que foi adquirida pela Meta por US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões pela cotação do dia);
- Porém, o governo chinês determinou a suspensão da compra, em abril, o que fez a dona do Facebook interromper o acesso aos bots autônomos da Manus.
As novidades deveriam estar disponíveis a partir do dia 1º de junho, conforme o documento. Mas não se sabe se os recursos foram realmente implementados no Metamate conforme o cronograma original.
No anúncio de despedida, Smith informou que permaneceria na equipe por mais algum tempo para auxiliar o CTO da Meta, Andrew Bosworth, durante o período de transição. Procurada, a big tech recusou-se a comentar o assunto.
Reestruturação gerou críticas
A expansão dos agentes de IA na automação de atividades internas não foi bem recebida pelos funcionários da Meta, como destaca a publicação. Os executivos da empresa foram criticados durante reuniões e em fóruns online.
Essa reestruturação liderada pela executiva resultou na demissão de cerca de 10% da força de trabalho da gigante da tecnologia. Além disso, uma quantia equivalente de contratados foi transferida para novas divisões.
O uso de um sistema de rastreamento de teclas, mouse e tela, para o treinamento dos agentes, também gerou muitas queixas. Saiba mais sobre a iniciativa nesta matéria.
