O governo da Índia exigiu que a Meta remova todo o conteúdo relacionado à exploração e abuso sexual infantil em anúncios pagos veiculados no Instagram, conforme revelou a emissora estatal DD News no último domingo (5). A gigante da tecnologia tem prazo de sete dias para enviar uma explicação detalhada às autoridades locais.
A solicitação foi feita após uma investigação da BBC divulgada na semana passada, revelando uma grande quantidade de publicidade na rede social usando termos como “vídeo de estupro” e “vídeo infantil” direcionando usuários para canais de venda desses materiais no Telegram. A empresa americana disse que tem agido para combater práticas ilícitas na plataforma.
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WhatsApp também foi alvo de reguladores
No alerta dado pelo Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação da Índia, o governo ordena a exclusão imediata de conteúdos que promovam abuso infantil no Instagram. Por enquanto, as autoridades ainda não falam em multas ou outros tipos de sanção, mas a notificação mostra um forte escrutínio regulatório sobre a Meta no país.
- Ao lançar a reserva de nomes de usuários, na última semana, a big tech também recebeu questionamentos das autoridades locais;
- Conforme as queixas oficiais, a funcionalidade pode aumentar o índice de golpes online e outros crimes cibernéticos;
- Diante das dúvidas sobre o recurso, a companhia ressaltou que ele é seguro e afirmou que nomes de figuras públicas, personalidades e empresas estão protegidos do uso por terceiros;
- Mesmo com as garantias dadas pela organização chefiada por Mark Zuckerberg, foi exigida a suspensão do lançamento dessa ferramenta no país.
Vale destacar que a Índia é o principal mercado da Meta em relação à quantidade de usuários. O país tem a maior base de pessoas com perfil no Instagram, chegando a mais de 480 milhões de usuários, mais que o dobro dos Estados Unidos, 400 milhões no Facebook e mais de 500 milhões no WhatsApp.
O país é visto como um “mercado regulatório mais exigente do que hostil”, segundo a chefe de pesquisa da Verisk Maplecroft para a Ásia, Reema Bhattacharya, em entrevista à CNBC. Segurança online e tratamento aos dados dos usuários são alguns dos fatores em que os reguladores estão de olho.
“Tolerância zero” para conteúdos ilícitos
Questionada pela reportagem, a Meta afirmou que trata materiais de abuso sexual infantil com uma política de “tolerância zero”. A big tech detalhou que usa “tecnologia de IA para detectar proativamente conteúdo e indivíduos que violem essa política”.
Apesar das ferramentas avançadas, a empresa alega que tem enfrentado dificuldade para identificar pessoas cometendo violações em meio a 3,5 bilhões de usuários. O número é referente a todas as plataformas pertencentes à marca.
Conhece o app Pocket? Trata-se do novo app da Meta, que permite criar mini jogos e conteúdos interativos com IA.
